COBERTURA ESPECIAL - Cyberwar - Tecnologia

18 de Setembro, 2015 - 11:10 ( Brasília )

Intel e FAPESP irão financiar pesquisa em criptografia pós-quântica



São Paulo, 18 de setembro de 2015– A Intel Brasil e a FAPESP lançaram uma chamada para propostas que investigam a implementação de hardware em criptografia pós-quântica. O edital financiará a pesquisa acadêmica em instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo. As propostas selecionadas terão financiamento de até dois anos, renováveis caso apresentem progresso e comprometimento contínuo na direção da pesquisa.

A criptografia pós-quântica busca o desenvolvimento de algoritmos de tempo polinomial, que servem para resolver os problemas matemáticos ultra complexos que permeiam a criptografia moderna de chaves públicas, como a fatoração de números inteiros, logaritmos discretos, ou logaritmos discretos com curvas elípticas.  A criptografia pós-quântica explora algoritmos de chave pública alternativos que possam apresentar resistência a ataques de computadores quânticos.

A computação quântica é uma das grandes promessas da tecnologia e uma área em franco crescimento. Na computação clássica, os bits retêm um entre dois estados, “ligado ou desligado”, ou “0 ou 1”. Já na computação quântica, os chamados qubits podem existir em um ou mais estados simultaneamente. Um computador quântico com n qubits pode suportar 2n estados ao mesmo tempo. O resultado final são computadores com capacidade para realizar cálculos muito mais complexos do que os computadores atuais e em um intervalo de tempo menor.

O uso de computadores quânticos também necessita uma revisão de toda a base de algoritmos e métodos criptográficos existentes. Os sistemas criptográficos atuais são baseados na dificuldade de se resolver equações polinomiais, na complexidade exponencial da fatoração em números primos ou em códigos de correção de erros. Como os computadores quânticos são muito mais complexos do que um computador comum, eles precisarão usar novos métodos criptográficos, chamados de pós-quânticos.

Apesar de já existirem linhas de pesquisa em algoritmos pós-quânticos, é necessário um trabalho adicional para entender os aspectos de sua implementação em hardware. É este trabalho que será o foco das pesquisas financiadas pela Intel e pela FAPESP.

São elegíveis pesquisadores brasileiros de Ensino Superior vinculados a instituições de pesquisa no Estado de São Paulo. Requisitos adicionais, condições e restrições do Programa FAPESP de Pesquisa Cooperativa para Inovação Tecnológica (PITE) descrito no www.fapesp.br/pite são aplicados ao edital 9719. O prazo de inscrições encerra em 13 de novembro de 2015 e achamada está disponível em: www.fapesp.br/9719

Sobre a Intel

A Intel é líder mundial em inovação. A empresa projeta e fabrica tecnologias essenciais que servem como base para os dispositivos computacionais de todo o mundo. Como referência em responsabilidade corporativa e sustentabilidade, a Intel é pioneira em comercializar microprocessadores fabricados com matéria prima livre de conflito. Mais informações sobre a Intel em http://newsroom.intel.com/community/pt_bre blogs.intel.com.Para saber mais sobre os esforços da Intel para fabricar produtos livre de conflito, acesse conflictfree.intel.com.

Sobre a FAPESP

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) é uma instituição pública com a missão de apoiar a pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico no Estado de São Paulo. A FAPESP atua diretamente com a comunidade científica paulista em todas as áreas do conhecimento, apoiando propostas de pesquisa selecionadas com base na revisão por pares (peer review), metodologia que utiliza pareceres emitidos por pesquisadores brasileiros e estrangeiros como base para decisões sobre o financiamento de projetos.

Em 2013, o dispêndio da FAPESP foi superior a R$ 1,1 bilhão para o apoio a projetos de pesquisa. Aproximadamente um terço do desembolso anual da Fundação é destinado para a formação de pesquisadores por meio de bolsas. Mais de 50% são aplicados na pesquisa acadêmica, e 10% são investidos em pesquisas voltadas para a aplicação, em pequenas empresas ou em parcerias entre universidade e empresas, também para subsidiar a formulação de políticas públicas.

Para mais informações, visite o site www.fapesp.br



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