COBERTURA ESPECIAL - Cyberwar - Geopolítica

21 de Maio, 2014 - 11:45 ( Brasília )

Após indiciamento de militares chineses, Pequim ameaça EUA com represálias


Um dia após o indiciamento de cinco militares chineses por espionagem cibernética nos Estados Unidos, a China convocou o embaixador norte-americano em Pequim nesta manhã (20), ameaçando Washington de represálias. Para Pequim, a acusação coloca em risco a cooperação e a confiança mútua entre os dois países.

Pequim acusou esta manhã os Estados Unidos de hipocrisia ao usar dois pesos e duas medidas em matéria de segurança informática. Em comunicado, o ministério chinês da Defesa lembrou a posição ambígua de Washington nos escândalos WikiLeaks e do ex-técnico de informática da Agência de Segurança americana Edward Snowden. O documento acusa os Estados Unidos de inventar esse esquema de espionagem industrial para enganar o público.

O ministro das Relações Exteriores chinês também convocou hoje o embaixador norte-americano em Pequim, Max Baucus, para protestar formalmente contra o indiciamento dos militares.

“Se os Estados Unidos continuarem neste caminho, a China tomará medidas para responder com determinação”, publicou um porta-voz do escritório chinês de Informação na Internet, órgão responsável pelo controle das informações na web. A informação foi reproduzida pelos dois principais meios de comunicação do país, a agência China News e O Cotidiano do Povo.

Indiciamento

Os cinco integrantes do exército chinês foram indiciados ontem por espionagem industrial contra seis empresas americanas. Eles teriam organizado a espionagem a partir de Xangai e são suspeitos de roubar informações estratégicas nos setores de energia solar, nuclear e metalurgia.

Esta é a primeira vez que a justiça norte-americana acusa a China publicamente de espionagem. No entanto, a possibilidade que eles sejam extraditados para serem julgados nos Estados Unidos é mínima.

Prejuízos

O indiciamento dos militares chineses é resultado de uma vasta investigação conduzida pelo FBI entre 2006 e 2014. Segundo autoridades americanas, seis empresas teriam sido alvo das espionagens cibernéticas, entre elas, a Alcoa, a Toshiba Corp, a Westinghouse Eletric, a filial americana do grupo Solar World AG, United States Steel e um sindicato do setor metalúrgico.

O procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, apontou o governo chinês como o responsável pelo esquema que teria provocado grandes prejuízos. Segundo o jornal norte-americano Washington Post, o esquema teria custado entre US$ 24 bilhões a US$ 120 bilhões por ano à economia americana.



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