COBERTURA ESPECIAL - Crise - Geopolítica

26 de Setembro, 2018 - 13:35 ( Brasília )

EUA retiram alguns sistemas de mísseis do Oriente Médio, diz WSJ


Os Estados Unidos estão retirando algumas de suas baterias antiaéreas e de mísseis do Oriente Médio, noticiou o Wall Street Journal nesta quarta-feira, citando militares dos EUA.

O Pentágono vai retirar quatro sistemas de mísseis Patriot da Jordânia, do Kuweit e do Barein no mês que vem, disse o jornal, acrescentando que o deslocamento assinala uma mudança de foco dos conflitos de longa duração do Oriente Médio e do Afeganistão para as tensões com China, Rússia e Irã.

Dois sistemas de mísseis Patriot serão transferidos do Kuweit, um da Jordânia e outro do Barein, segundo o jornal. Os Patriots são sistemas de mísseis móveis capazes de abater mísseis e aviões.

A reportagem surge em um momento de escalada na retórica anti-Irã dos EUA, que no início deste ano se retiraram do Plano de Ação Conjunta Abrangente, o acordo de 2015 mediante o qual Teerã concordou em frear suas atividades nucleares em troca da suspensão da maioria das sanções ocidentais.

Enquanto isso, Rússia e EUA vêm enfrentando crises diplomáticas causadas pela anexação russa da região ucraniana da Crimeia em 2014, o envolvimento de Moscou no conflito da Síria e sua suposta interferência na eleição presidencial norte-americana de 2016.

Trump diz que deseja solução de dois Estados para conflito no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que quer uma solução de dois Estados para resolver o conflito entre Israel e a Palestina, a expressão mais clara do apoio de seu governo a essa proposta.

A administração Trump disse no passado que apoiaria uma solução de dois Estados se ambos os lados concordassem.

Em uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na ONU, Trump também disse que gostaria de apresentar um plano de paz nos próximos dois a três meses.

“Eu gosto de uma solução de dois Estados. Isso é o que eu acho que funciona melhor... Esse é o meu sentimento”, disse Trump, que está participando da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.

Netanyahu disse que qualquer futuro Estado palestino deve ser desmilitarizado e deve reconhecer Israel como o Estado do povo judeu —condições que os palestinos dizem que mostram o primeiro-ministro não é sincero em relação à busca pela paz.

Os aliados árabes dos Estados Unidos são fortes defensores de uma solução de dois Estados.

“Eu realmente acredito que algo vai acontecer. Eles dizem que é o mais difícil de todos os acordos”, disse Trump.

Ele acrescentou que Israel terá que fazer algo de bom para o outro lado, sem elaborar.

Dúvidas têm sido levantadas desde dezembro sobre se o governo Trump pode assegurar o que ele chamou de “acordo definitivo”, quando o presidente norte-americano reconheceu Jerusalém como a capital de Israel e depois transferiu a embaixada dos Estados Unidos para lá.

“É um sonho meu concluir isso antes do final do meu primeiro mandato”, disse Trump sobre um acordo sobre o conflito.

Jerusalém é uma das principais questões do conflito israelo-palestino. Ambos os lados reivindicam a cidade como sua capital. A decisão de Trump ofendeu os palestinos, que têm boicotado os esforços de paz de Washington, liderados pelo genro e assessor de Trump, Jared Kushner.

Os palestinos querem estabelecer um Estado na Cisjordânia e na Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Israel capturou esses territórios na guerra de 1967 e anexou Jerusalém Oriental em um movimento não reconhecido internacionalmente. Israel considera toda a cidade como sua capital eterna e indivisível.



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