COBERTURA ESPECIAL - Crise - Geopolítica

24 de Setembro, 2018 - 10:20 ( Brasília )

Atiradores matam 25 em ataque a desfile militar no Irã

Guarda Revolucionária do Irã ameaça vingar ataque a desfile militar

Homens armados dispararam contra um desfile militar no sudoeste do Irã neste sábado, matando 25 pessoas, quase a metade delas de integrantes da Guarda Revolucionária, informaram agências de notícias estatais, em um dos piores ataques já realizados contra a força de elite.

O canal de televisão estatal informou que o ataque, que feriu mais de 60 pessoas, teve como alvo um encontro de autoridades iranianas na cidade de Ahvaz para assistir à cerimônia anual que marca o início da guerra de 1980-88 contra o Iraque.

Um movimento de oposição árabe chamado Resistência Nacional Ahvaz, que busca um estado separado na província de Khuzistão, rica em petróleo, reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Militantes do Estado Islâmico também reivindicaram responsabilidade.

Nenhum deles apresentou provas. Todos os quatro atacantes foram mortos. Mulheres e crianças também morreram no ataque, informou a agência estatal IRNA.

O episódio afetou a segurança do Irã, país produtor de petróleo e membro da OPEP, que tem estado relativamente estável em comparação aos países árabes vizinhos, que enfrentam problemas desde as revoltas de 2011 no Oriente Médio.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) tem sido a espada e escudo do governo clerical xiita no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A Guarda, a força militar mais poderosa e fortemente armada da República Islâmica, também desempenha um papel importante nos interesses regionais do Irã em países como Iraque, Síria e Iêmen.

Seus integrantes respondem ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e têm uma vasta participação nos bilhões de dólares da economia do país. Um vídeo divulgado na mídia iraniana mostra soldados rastejando enquanto são disparados tiros em direção a eles. Um pega uma arma e fica de pé enquanto mulheres e crianças fogem para salvar suas vidas.

Khamenei, do Irã, diz que ataque contra parada militar está ligado a aliados dos EUA

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse neste sábado que um ataque a uma parada militar no sudoeste do Irã estava ligado aos “aliados na região” dos Estados Unidos e ordenou que as forças de segurança levassem os responsáveis à Justiça.

“Este crime é uma continuação das conspirações dos Estados regionais que são fantoches dos Estados Unidos, e seu objetivo é criar insegurança em nosso querido país”, disse Khamenei em um comunicado publicado em seu site. Ele não citou os Estados, mas os aliados dos EUA na região incluem Israel, arquiinimigo do Irã, e também os Estados do Golfo Arábico, especialmente a Arábia Saudita.

Homens armados dispararam contra um desfile militar no sudoeste do Irã neste sábado, matando 25 pessoas, quase a metade delas de integrantes da Guarda Revolucionária, informaram agências de notícias estatais, em um dos piores ataques já realizados contra a força de elite.

O canal de televisão estatal informou que o ataque, que feriu mais de 60 pessoas, teve como alvo um encontro de autoridades iranianas na cidade de Ahvaz para assistir à cerimônia anual que marca o início da guerra de 1980-88 contra o Iraque.

Guarda Revolucionária do Irã ameaça vingar ataque a desfile militar

Guardas Revolucionários do Irã prometeram neste domingo uma vingança “mortal e inesquecível” pelo tiroteio em um desfile militar que matou 25 pessoas, incluindo 12 dos camaradas, e Teerã acusou países do Golfo Pérsico de apoiar os atiradores.

O ataque de sábado, um dos piores contra a força de elite da República Islâmica, abalou a segurança em um momento em que os Estados Unidos e seus aliados no Golfo Pérsico trabalham para isolar Teerã. “Considerando o total conhecimento (dos Guardas) sobre os centros de mobilização de líderes dos terroristas criminosos..., eles enfrentarão uma vingança mortal e inesquecível no futuro próximo”, informou a Guarda Revolucionária em comunicado à mídia estatal. Quatro atacantes abriram fogo contra um posto de observação na cidade de Ahvaz, no sudoeste do país, onde autoridades iranianas se reuniram para assistir um evento anual marcando o início da guerra contra o Iraque, que durou de 1980 a 1988.

Soldados se arrastavam durante o tiroteio, enquanto mulheres e crianças fugiram para salvar suas vidas. A Resistência Nacional Ahvaz, um movimento de oposição iraniano que busca um Estado separado na província de Khuzestan, reivindicou a responsabilidade pelo ataque, assim como fizeram militantes do Estado Islâmico. Nenhum forneceu provas, contudo. Os quatro atiradores foram mortos.

Irã alerta EUA e Israel de vingança após ataque contra desfile militar


O vice-chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, disse, nesta segunda-feira, que líderes norte-americanos e israelenses devem esperar uma resposta “devastadora” de Teerã, os acusando de envolvimento com um ataque contra um desfile militar na cidade de Ahvaz no sábado.

“Vocês já viram nossa vingança antes... Vocês verão que nossa resposta será arrasadora e devastadora e vocês se arrependerão do que fizeram”, disse Salami durante funeral das vítimas do ataque, transmitido ao vivo na televisão estatal.

No sábado, quatro atiradores dispararam contra um desfile militar na cidade de Ahvaz, onde autoridades iranianas haviam se reunido para assistir a um evento anual que marca o início da guerra de 1980-88 do Irã contra o Iraque.

Ao menos 25 pessoas morreram, incluindo 12 membros da Guarda Revolucionária.


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