COBERTURA ESPECIAL - Crise - Geopolítica

13 de Dezembro, 2017 - 11:35 ( Brasília )

Irã convoca nações muçulmanas para defender direitos palestinos após decisão de Trump


O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse nesta quarta-feira que todas as nações muçulmanas devem trabalhar juntas para defender os direitos dos palestinos, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel na última semana.

Durante reunião de emergência de líderes muçulmanos, Rouhani disse que a decisão do presidente norte-americano mostra que os Estados Unidos não têm nenhum respeito pelos direitos legítimos da nação palestina.

“O Irã está pronto para cooperar com todos os países muçulmanos sem qualquer condição prévia para defender os direitos legítimos dos palestinos”, disse, durante reunião na cidade turca de Istambul. “A unidade entre países muçulmanos é muito importante e Quds (Jerusalém) deve se tornar nossa maior prioridade”.

A oposição a Israel e apoio à causa palestina têm sido elementos centrais da política externa do Irã desde a revolução islâmica de 1979 que derrubou o xá apoiado pelos Estados Unidos.

Irã diz que decisão de Trump sobre Jerusalém mostra que EUA não são "mediador honesto"

A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel mostra que os Estados Unidos não têm qualquer respeito pelos direitos legítimos da nação palestina, disse o presidente do Irã, Hassan Rouhani, nesta terça-feira, no Twitter.

Rouhani, que participou de uma reunião de emergência de líderes muçulmanos na cidade turca de Istambul nesta quarta-feira, também disse em sua conta no Twitter que o passo mostrou que os EUA não são “um mediador honesto e nunca serão”, acrescentando que Washington apenas quer “garantir os interesses dos sionistas”.

Presidente palestino diz que decisão dos EUA sobre Jerusalém é "maior dos crimes"

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse nesta quarta-feira que a decisão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel foi o “maior dos crimes” e uma violação flagrante da lei internacional.

“Jerusalém é e sempre será a capital da Palestina”, disse em reunião de emergência com líderes muçulmanos na Turquia. Ele disse que os Estados Unidos estão dando Jerusalém como se fosse uma cidade norte-americana.

“Isso cruza todas as linhas vermelhas”, disse.

Abbas disse que é inaceitável que os Estados Unidos tenham um papel no processo de paz do Oriente Médio uma vez que são tendenciosos a favor de Israel.



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