COBERTURA ESPECIAL - Crise - Aviação

18 de Junho, 2016 - 11:55 ( Brasília )

FAB estuda transferência de Base Aérea de Florianópolis para Canoas (RS)

Ministro Raul Jungmann recebeu e analisa pedido para reconsiderar saída do bairro Tapera, no Sul da Ilha


Tamires Souza
Diário de Canoas / RS


O espaço aéreo da Base de Canoas (BACO) poderá ficar mais movimentado com a chegada do Esquadrão Phoenix, da Base Aérea de Florianópolis (BAFL), ao município gaúcho, na Grande Porto Alegre.

Em maio, a Base Aérea de Florianópolis completou 75 anos de instalação no bairro Tapera, no Sul da Ilha. O espaço militar abriga apenas o Esquadrão Phoenix de aviões -  o Esquadrão Phoenix opera aeronaves P-95BM Bandeirulha em missões de esclarecimento e acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro. Modernizados em 2013, os aviões do Phoenix são equipados com radares Selex Seaspray 5000E.

E
m 1982 os helicópteros do 2º Esquadrão do 10º Grupo de Aviação foram transferidos para Campo Grande (MS). Para evitar uma nova transferência políticos recorreram ao ministro da Defesa, Raul Jungmann. Um encontro foi realizado na semana passada e outro está para ser agendado pelo ministério, com o senador Dário Berger (PMDB - SC) e o deputado federal Mário Mariani (PMDB - SC).

De acordo com o tenente-coronel da reserva da Aeronáutica e vereador da Capital catarinense pelo PDT, Waldyvio da Costa Paixão Júnior, a transferência da Base Aérea seria realizada em duas etapas: primeiro seria levado o Esquadrão Phoenix e depois seria deslocada a parte administrativa da unidade. “A maior perda para a cidade seria econômica, porque deixarão de ser gastos aqui mais de R$ 130 milhões/ano, referente aos salários dos quase 1 mil militares que servem na Capital”, disse reserva. 


Por enquanto, a transferência do grupamento e todas as estruturas da unidade catarinense está em fase de estudos, de acordo com a assessoria de comunicação do 5º Comando Aéreo Regional (Comar). “O Comando da Aeronáutica passa por um processo de reestruturação e de modernização, com o objetivo de otimizar o uso de recursos materiais e humanos”, justifica, em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) e acrescenta: “Assim, como os estudos estão em andamento, não há definição sobre mudanças que envolvam as organizações sediadas em Florianópolis, incluindo a Base Aérea (BAFL) e o Esquadrão Phoenix (2º/7º GAV)”.


Controle aéreo e auxílio durante enchentes

A Base Aérea sedia ainda o DTCEA-FL (Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Florianópolis), setor responsável pelo controle das aeronaves que chegam, saem ou apenas cruzam o céu. O local conta uma equipe especializada para a produção e divulgação de informações meteorológicas e aeronáuticas. Militares da Base Aérea desempenharam importante papel no socorro às vítimas das enchentes que atingiram o Estado em 1980, em 2008 e 2011.

O espaço para implantação de um campo de aviação foi indicado pelos pilotos franceses Saint-Exupéry, Guillamet e Hermoz durante os voos transatlânticos pela capital catarinense, após a criação, em 1923, da Aéropostale, linha aérea francesa para a América Latina. A Base Aérea de Florianópolis foi ativada em 22 de maio de 1941. A unidade pertencia ao Centro de Aviação Naval, criado em 10 de maio de 1923.

Com inf. do ND Online (SC) / Alessandra Oliveira