COBERTURA ESPECIAL - Crise - Inteligência

13 de Maio, 2016 - 12:15 ( Brasília )

CRISE - Exército teme ‘ações terroristas’

O afastamento da presidente Dilma Rousseff pode gerar um período de agitação e ações desestabilizadoras no Brasil. Similar ao que acontece na Argentina onde grupos filiados ao Governo K agem na desestabilização do Governo Macri.


Júlio Ottoboni
Especial DefesaNet

 
A possibilidade concreta de ataques terroristas durante as Olimpíadas, no Rio de Janeiro, é apenas mais uma preocupação para o Exército Brasileiro. Fontes ligadas às Forças Armadas afirmaram à DefesaNet que o clima de tensão se agravou nas últimas horas com a saída de Dilma Rousseff.

O Batalhão de Caçapava, no Vale do Paraíba paulista, está de prontidão há uma semana para possíveis bloqueios e ataques ao longo da Rodovia Presidente Dutra e também expediu um comunicado de alerta para os centros de ‘Tiro de Guerra’ para que reforcem a guarda nos depósitos de armamentos leves.

O alvo desta vez não é o Estado Islâmico ou qualquer ação que venha do Oriente Médio ou dos países ocupados pela Rússia ou Estados Unidos. Mas de grupos irregulares como o colombiano, s Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que já atuou financiada por partidos políticos de esquerda e sindicatos na desocupação pela Polícia Militar de São Paulo da invasão numa área privada sob litígio judicial conhecida como ‘Pinheirinho’, em São José dos Campos, em 2012.

Outro grupo que tem chamado atenção são os de extrema esquerda argentinos “La Campora”, criados pelos Governos Kirchner como elementos de apoio e ataque a adversários. Atualmente trabalham na desestabilização do Governo Mauricio Macri.

Desde o governo Lula, as FARC não são consideradas uma entidade terrorista no Brasil e nem envolvidas com narcotráfico, como já foi declarado pelas autoridades colombianas e dos Estados Unidos. As FARC são consideradas uma organização terrorista pelo governo da Colômbia, dos Estados Unidos, Canadá e pela União Europeia, inclusive já tendo sequestrado e mantido em cativeiros diversos estrangeiros, inclusive brasileiros.

 Os governos do Equador, Bolívia, Brasil, Argentina e Chile não consideram o ‘exército popular’ de vertente marxista-leninista uma entidade terrorista e a reconhecem como legítima. Isso facilitaria em muito o trânsito dos ‘guerrilheiros’ no território do país, inclusive com recentes embates no Acre.

Outras Vertentes

Segundo fontes, a inteligência das Forças Armadas constatou que alas mais radicais do PT e de centrais sindicais, além de movimentos irregulares como o MST e MTST, pretendem recorrer as táticas de ações urbanas para iniciar um movimento nacional de desestabilização do governo de Michel Temer.

Uma das ameaças feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio com o “exército do Stédile” são relativizadas. Mais importante é o surgimento de novos grupos de extrema-esquerda.

Grupos que seguem as tendências “Trotskistas” e “Anarquistas” dentro dos movimentos estudantil. Para isso as ações de “ocupações” de escolas são prioritárias como fator de arregimentação e doutrinação ideológica para estes grupos.

Interessante que estas ações são amplamente apoiadas pela imprensa e estão disseminando-se pelo Brasil.

Um item que atrai a atenção dos militares é a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), criada em 2007 pelo ex-presidente Luiz Inácio. Projeto grandioso cujo campus está em construção. Já está em funcionamento sendo a aluna mais famosa, a venezuelana Daniella Cabello Contreras filha do deputado Diosdado Cabello, homem forte no regime chavista. Ela foi  aprovada em 2016, em ciência política e sociologia.

Como suas instalações estão na área da Itaipu Binacional conseguem escapar ao controle de autoridades brasileiras.

Ações de emboscada  
 
Outro ponto importante são as ações de emboscada com o foco de tornar inviável o trânsito pela principal rodovia do país, a Via Dutra e atuar fortemente nas capitais e nas cidades do eixo Rio-São Paulo com manifestações surpresas e com alto impacto na população. De acordo com os militares ouvidos, o propósito é ‘instaurar o clima de terror e pânico e confundir as polícias e as próprias armadas sobre a autoria das ações’.

As informações estão sendo coletadas pelos setores de inteligência das armadas desde as primeiras ações nas manifestações de 2013, quando surgiram indícios de que parte dos atos de vandalismo apresentavam táticas de guerrilha urbana. Além disto, demonstravam ser ações coordenadas por uma estratégia de levante civil, muito semelhante as ocorridas na Venezuela, Argentina e Bolívia.
 
Com as ameaças dos últimos meses entre blocos de opositores ao governo petista e a militância e setores favoráveis à continuidade do governo, o Exército passou a tomar cautelas até chegar agora ao estado de alerta.