COBERTURA ESPECIAL - Crise - Geopolítica

04 de Fevereiro, 2016 - 15:25 ( Brasília )

Programas de mísseis do Irã e Coreia do Norte são dores de cabeça para o ocidente


Irã

Chefe do Exército diz que Irã vai reforçar programa de mísseis.

O Irã continuará a desenvolver o programa de mísseis e não deve ser considerado uma ameaça a seus vizinhos e a países amigáveis, teria dito o chefe do Exército nesta quinta-feira, segundo a agência de notícias semi-oficial Fars.

Conforme o acordo firmado entre o Irã e o chamado P5+1 (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia, China e Alemanha) em 2015, a maioria das sanções internacionais impostas a Teerã devido a seu programa nuclear foram suspensas no mês passado. Entretanto, as punições ao seu programa de mísseis não foram anuladas.

De acordo com uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de 20 de julho que endossa o acordo, o Irã ainda é "conclamado" a evitar atividades com mísseis balísticos concebidos para comportar armas nucleares por até oito anos.

Em outubro, o país persa desrespeitou uma proibição da ONU ao testar um míssil balístico teleguiado de alta precisão, levando os EUA a ameaçarem novas sanções. Em dezembro, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, ordenou que o programa de mísseis de sua nação seja expandido.

"A tecnologia de mísseis do Irã e seu programa de mísseis se fortalecerão. Não prestamos atenção e não implementamos resoluções contra o Irã, e isto não é uma violação do acordo nuclear", teria afirmado o comandante-em-chefe, Ataollah Salehi, segundo a Fars.

Coreia do Norte

Chefe do Pentágono diz que EUA estão atentos a programa de mísseis da Coreia do Norte.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, afirmou na quarta-feira que os militares do país estão monitorando os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e que os norte-americanos ampliam constantemente as defesas contra um possível ataque de mísseis de Pyongyang.

Carter disse que os EUA estão prestes a aumentar de 30 para 44 o número de interceptadores terrestres de mísseis no Alasca e no Havaí, além de aprimorar sua qualidade, mas que por hora não há planos de expandir o uso do recurso.

Indagado se Washington pretende acrescentar outros interceptadores aos já planejados, Carter declarou aos repórteres: "No momento, não. Esse cálculo se mantém... o plano não mudou".

Na terça-feira, a Coreia do Norte notificou agências da Organização das Nações Unidas (ONU) que planeja lançar um satélite talvez já na próxima semana, uma medida que pode representar um avanço na tecnologia de mísseis de longo alcance na esteira de seu quarto teste nuclear, ocorrido em 6 de janeiro.

As notícias sobre o lançamento atraíram novos clamores dos EUA por sanções mais rígidas da ONU que já estão em discussão em reação ao teste nuclear norte-coreano do mês passado.

ONU insiste com Coreia do Norte para que país não use tecnologia de mísseis balísticos

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, insistiu para que a Coreia do Norte não use a tecnologia de mísseis balísticos, que é proibida pelo Conselho de Segurança, disse nesta quarta-feira um porta-voz da ONU.

"O secretário-geral acredita que é importante para a Coreia do Norte se abster de usar a tecnologia de mísseis balísticos”, afirmou à imprensa o porta-voz Farhan Haq.

Pyongyang notificou as agências das Nações Unidas na terça-feira do seu plano para lançar o que chamou de um “satélite de observação” em algum momento entre 8 e 25 de fevereiro, uma medida que poderia representar um avanço para a tecnologia de mísseis de longo alcance do país, depois do seu quarto teste nuclear no mês passado.