COBERTURA ESPECIAL - Expansão Chinesa - Geopolítica

14 de Março, 2016 - 09:20 ( Brasília )

China: Documentário de televisão expõe padrões duplos dos EUA em direitos humanos


A estatal Televisão Central da China divulgou no domingo um documentário que revelou os padrões duplos dos Estados Unidos nos assuntos relacionados com direitos humanos, pois o país coloca seu nariz nos assuntos internos de outros lugares enquanto deixa muitos de seus próprios problemas não solucionados.

Com base em diversas reportagens da imprensa dentro e fora dos Estados Unidos e entrevistas com muitos especialistas de direitos humanos da China, Estados Unidos, França, Canadá, Rússia e Suíça, o programa de TV de 45 minutos revelou que o país norte-americano pisa nos direitos humanos de seu povo em todas as esferas da vida.

Em 2015, mais de 560 mil pessoas no país estavam sem casa, 25% das quais eram menores de idade. A principal prisão para mulheres do país, a Instituição Correcional Lowell, onde 2.696 condenadas são detidas, está infestada com corrupção, tortura de prisioneiras e abuso sexual. As mulheres estão sujeitas ao assédio sexual de diferentes formas, e as mulheres no trabalho sofrem com a discriminação, mostrou o documentário, citando as reportagens da imprensa.

Dos adolescentes com 15 anos ou mais que morreram feridos no país, um quarto morreram em incidentes de tiroteio; o Departamento Federal da Investigação força as companhias de internet a fornecer informações dos clientes sem aprovação do tribunal, segundo o documentário.

Os Estados Unidos vêm usando padrões duplos em cada questão relacionada com direitos humanos, o que é mostrado tanto por sua invasão na privacidade dos cidadãos por vigilância online, como por mortes de civis causadas por seus ataques de avião não tripulado no Paquistão, Iêmen e outros países, disse.

Durante muito tempo, os Estados Unidos foram bastante condescendentes, com a convicção de que têm os melhores sistema e histórico em direitos humanos, e como resultado tendem a indicar falhas em outros países, disse Ji Hong, pesquisador do Instituto para Estudos Americanos sob a Academia Chinesa de Ciências Sociais, no programa.