COBERTURA ESPECIAL - Expansão Chinesa - Geopolítica

04 de Novembro, 2006 - 12:00 ( Brasília )

Presidente da China promete empréstimos e ajuda à África




PEQUIM (Reuters) - A China vai oferecer 5 bilhões de dólares em empréstimos e crédito para a África, além de ajuda redobrada até 2009, disse o presidente Hu Jintao, no sábado, procurando aumentar a influência de seu país no subdesenvolvido continente, rico em recursos naturais.

Com sorrisos e apertos de mão, Hu cumprimentou um por um os membros de uma delegação de cerca de 50 países africanos em visita ao país asiático.

"Nosso encontro hoje vai entrar para a história", disse Hu aos líderes em um discurso após a cerimônia de boas-vindas. "A China é o maior país em desenvolvimento, e a África contém o maior número de países em desenvolvimento."

O encontro deste fim de semana, que segue negociações e um fórum sobre comércio, enfatiza o aprofundamento das relações entre a China e a África -- cujas riquezas minerais e reservas de petróleo são cobiçadas pelos chineses e os países formam um importante e estratégico bloco de voto em órgãos internacionais.

Mas grupos de ativistas expressaram preocupação sobre laços com países como o Zimbábue e o Sudão.

Hu pintou uma imagem de cooperação benigna. "A população combinada dos dois lados são mais de um terço do total mundial. Sem paz e desenvolvimento na China e na África, não teremos paz e desenvolvimento globais", disse.

Pequim estendeu o tapete vermelho para mais de 1.700 delegados e centenas de jornalistas presentes ao encontro.

Enfatizando seus planos de ajuda, Hu disse que a China irá fornecer três bilhões de dólares em empréstimos preferenciais e dois bilhões de dólares em créditos preferenciais de compra à África e que também irá duplicar sua atual ajuda ao continente até 2009, em um esforço para forjar uma nova estratégia de parceria e fortalecer a cooperação em um maior número de regiões.

A China também perdoará todos os empréstimos sem juros que venceram no fim de 2005 tomados pelas nações mais profundamente endividadas e subdesenvolvidas da África, acrescentou Hu, sem dar maiores detalhes.

O primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, agradeceu o presidente chinês pela oferta de ajuda e comércio e lembrou do apoio do país à luta da África por independência.

"Nosso principal desafio agora não é combater o colonialismo, mas combater a pobreza, o atraso e atingir a independência econômica", disse ele. "A África precisa do apoio de seus amigos para superar este desafio."

Grupos de direitos humanos disseram que a política chinesa de não-interferência em assuntos domésticos significa seu alinhamento com governos como o do Sudão e do Zimbábue, com os quais países ocidentais têm restringido laços comerciais há muito tempo.

A China nega essas acusações.

O comércio da China com a África deve superar 50 bilhões de dólares neste ano. O premiê Wen Jiabao, em discurso em um fórum de negócios, pediu para que os parceiros comerciais expandam os negócios para 100 bilhões de dólares até 2010.


DefesaNet


DefesaNet presents the document "China´s Africa Policy, released 12th January 2006. Document pdf 120 kb
http://www.defesanet.com.br/docs/China_Africa_Policy.pdf

Also available


China's National Defense in 2004 - Information Office of the State Council
of the People's Republic of China - December 2004, Beijing - 700 kb pdf


http://www.defesanet.com.br/docs/chinawp2004.pdf