COBERTURA ESPECIAL - BRICS - Aviação

18 de Novembro, 2019 - 11:00 ( Brasília )

FAB conclui Defesa Aérea da XI Cúpula do BRICS

Militares acompanharam movimentação aérea e gerenciaram restrições de voo

Tenente Emília Maria E Major Alle

Durante os dois dias de reuniões e eventos da XI Cúpula do BRICS, realizados nesta quarta e quinta-feira, em Brasília (DF), a Força Aérea Brasileira (FAB) exerceu a Defesa Aérea e o Controle de Tráfego Aéreo com uma estrutura especial. Ainda na noite desta quinta-feira, foi realizado o acompanhamento do comboio que levou os integrantes da comitiva da África do Sul até a Ala 1, para que, então, pudessem deixar a capital federal.

Militares das Forças Armadas e das Forças Auxiliares acompanharam a movimentação aérea e gerenciaram as restrições de voo nas áreas de exclusão estipuladas para segurança das comitivas.

Também houve coordenações para situações que envolveram enfermos, por exemplo, quando o Corpo de Bombeiros e as forças de segurança do Distrito Federal foram demandadas. O tráfego aéreo no Aeroporto Internacional de Brasília não foi afetado.

Foram realizadas 67 decolagens de aeronaves de Defesa Aérea. "A operação saiu exatamente como planejado, tivemos apenas duas interceptações de aeronaves para interrogação e, após a verificação, cumpriram as determinações da Defesa Aérea, não chegando a adentrar à área proibida", disse o Chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich.

Para a Operação foram criadas áreas de exclusão, com três níveis de restrição, a partir da Praça dos Três Poderes, em que só aeronaves autorizadas poderiam sobrevoar. As áreas de exclusão foram desativadas à meia-noite desta quinta-feira (14).

FAB fez balanço das ações de Defesa Aérea no 1º dia da XI Cúpula do BRICS

O esquema especial de segurança montado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir a Defesa Aérea e o controle de tráfego aéreo de Brasília (DF), durante o primeiro dia da XI Cúpula do BRICS, está sendo considerado um sucesso.

Até o momento, uma aeronave foi interceptada para interrogação. "Após a verificação, a aeronave cumpriu as determinações da Defesa Aérea, realizou o pouso e não chegou a adentrar a área proibida”, destacou o Chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich.

Uma equipe de militares e membros das forças auxiliares estão reunidos em Brasília (DF), de onde acompanham toda a movimentação aérea e gerenciam situações atípicas. Nesta terça-feira (13), aeronaves A-29 e F-5 se revezaram no policiamento do espaço aéreo, para o caso de tráfegos não autorizados em áreas proibidas. Até o momento foram realizadas 37 decolagens de aeronaves de Defesa Aérea.

Também houve coordenações para situações de exceção, como aquelas envolvendo enfermos ou feridos, em que o Corpo de Bombeiros e as forças de segurança do Distrito Federal foram demandadas. Nesses casos, foi autorizado o sobrevoo nas áreas de exclusão. Aviões-radar E-99 também se mantêm no ar durante todo o período de ativação das áreas, reforçando a visualização dos tráfegos. 

Para a Operação foram criadas áreas de exclusão, com três níveis de restrição, a partir da Praça dos Três Poderes, em que só aeronaves autorizadas podem sobrevoar. As áreas de exclusão seguem até a meia-noite desta quinta-feira (14). “As aeronaves que não obedecerem às ordens da Defesa Aérea poderão inclusive ser interceptadas, caso representem ameaça para a segurança”, ressaltou o Major-Brigadeiro Mangrich.

Áreas de Exclusão

As áreas delimitadas como de exclusão são definidas pelas cores vermelha, amarela e branca. Na área vermelha, que compreende um raio de 4 Milhas Náuticas (7,4 km), será posicionada a defesa antiaérea e o sobrevoo está proibido. 

Já a área amarela cobre um raio de 25 Milhas Náuticas (46,3 km), abrangendo, inclusive, o Aeroporto Internacional de Brasília, é considerada restrita. Para sobrevoá-la, é preciso coordenar autorizações junto à FAB.

A área branca, considerada reservada, abrange um raio de 70 Milhas Náuticas (129,6 km). Para sobrevoá-la não é necessário requerer autorização, mas a apresentação do plano de voo é obrigatória. O uso de drones está proibido durante a operação.

Fotos: Soldado A. Soares e S2 A.Soares / CECOMSAER

 


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