COBERTURA ESPECIAL - Brasil - China - Geopolítica

17 de Agosto, 2010 - 12:00 ( Brasília )

Relatório do Pentágono sobre o Poder Militar Chinês usa informações do DefesaNet


O Departamento de Defesa Americano divulgou o relatório anual ao Congresso sobre a evolução do Poder Militar da República Popular da China nesta segunda-feira (16). Por mandato do Congresso Americano o Pentágono necessita apresentar uma avaliação anual do Poder Militar Chinês, em inglês “Military and Security Developments Involving the People’s Republic of China 2010”.

A cada edição o relatório tem mais páginas e é mais completo na análise sobre a evolução das capacidades militares da China. A edição de 2010 tem 83 páginas e pela primeira vez apresenta a nominata completa dos comandantes e principais estruturas do PLA. A primeira edição foi em 2000. No box abaixo há vários links para várias edições do relatório assim como análises.

Nesta edição de 2010 o Pentágono usou informações da entrevista exclusiva que DefesaNet fez com o Ministro da Defesa Nelson Jobim, em maio de 2009, no Parque Nacional Histórico Marechal Luis Osório, durante a festividade da Festa Nacional da Cavalaria. Na oportunidade o ministro anunciou que a Marinha da China enviaria oficiais ao Brasil para treinarem a operação de porta-aviões.

Na página 48 do relatório temos:

“In May 2009, Brazilian Defense Minister Nelson Jobim announced that the Brazilian Navy would provide training to PLA Navy officers in aircraft carrier operations.”

A questão dos porta-aviões tem um tratamento especial dentro da análise que é apresentada na página 48. Em reunião com o Ministro da Defesa do Japão, o Ministro da Defesa da China, General Liang Guanglie, afirmou, em Março de 2009: “China cannot be without aircraft carriers forever.”

Atualmente a China prepara a reforma de maneira cautelosa de um porta-aviões soviético Classe Kuznetsov adquirido da Ucrânia. Para 2020 a China planeja ter vários porta-aviões em construção.

A questão CBERS

Sempre mencionada nas edições passadas era a participação do Brasil no Programa Espacial Chinês com o China-Brazil Earth Resources Satellite (CBERS). Embora mencionado o atual CBERS-2B não é citada a participação do Brasil no programa.

O receio de membros do Programa Espacial Brasileiro é de que o o Brasil sofresse um embargo em especial após o teste ASAT (anti-sattelite), com a destruição de um satélite de comunicação por um míssil (11 jan 2007).

A penetração de armas chinesas

Pequim usa a venda de armas como fator de penetração, em especial nos países em desenvolvimento, e gerar recursos para apoiar a indústria de defesa nacional. O catálogo de armamentos da China vai de pistolas a sistemas avançados como mísseis de defesa aérea. Nos últimos anos a venda de equipamentos ao exterior perdeu importância pela defasagem tecnológica dos produtos chineses.

A tendência reverteu nos últimos anos com a crescente melhoria e aperfeiçoamento tecnológico dos produtos chineses. Também a mais contínua presença dos chineses em eventos internacionais como a FIDAE e EUROSATORY levou a China a vender 8 Bilhões de dólares no período de 2005-2009.

Neste período a América Latina adquiriu 8 % das exportações de armamentos chineses.

Gastos em Defesa

O relatório do Pentágono usa o mesmo critério de avaliação usado para comparar os gastos militares da então União Soviética. Uma perspectiva do que custaria em dólares para ter uma estrutura como a que os chineses têm.

Não só baseado em informações dos gastos governamentais que nesses casos são usualmente falhas e limitadas.

O Pentágono estima que a China tenha gasto em 2009 mais de U$ 140 Bilhões de dólares.

Petróleo

Em recente artigo do Wall Street Journal detalhando as relações Angola-China menciona que a China está substituindo as importações de petróleo oriundas do país africano pelas do Brasil.

Deve ser observado, que em maio de 2009, a Petrobras assinou um empréstimo de U$ 10 Bilhões com a China para compras de equipamentos naquele país e o pagamento com o petróleo a ser extraído do pré-sal.

 

Fornecedores
1.000 Barris diários
%
Arábia Saudita
728
20
Angola
599
17
Irã
427
12
Omã
292
8
Rússia
233
7
Sudão
210
6
Venezuela
130
4
Kuwait
118
3
UAE
92

3

Outros
639
17
Nota Dados de 2008


 



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