COBERTURA ESPECIAL - Brasil - China - Defesa

19 de Julho, 2014 - 12:10 ( Brasília )

Brasil e China firmam acordo visando maior proteção da Amazônia

Sistemas Informatizados Melhorias serão nas partes de sensoriamento remoto, telecomunicações e tecnologia da informação

Entre os 32 atos assinados nessa quinta-feira (17) por Brasil e China estão inclusas iniciativas de sensoriamento remoto, telecomunicações e tecnologia da informação para a defesa e proteção da Amazônia. O acordo se dará no âmbito do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e foi firmado pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa da República Popular da China, Xu Dazhe. O diretor-geral do Centro Gestor de Proteção da Amazônia (Censipam), Rogério Guedes, recebeu o ministro da China, Xu Dazhe, nas instalações da instituição.

Na oportunidade, os dois países reafirmaram o propósito de cooperação na área de defesa e fecharam outros acordos de temas como a facilitação de vistos de negócios; cooperação ferroviária; promoção de investimento e cooperação industrial; aquisição do controle acionária, por parte do Banco da Construção da China, do Banco Industrial e Comercial S/A (Bic Banco).

Além disso, a empresa chinesa Tianjin Airlines e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) fecharam contrato de compra de 60 aviões da Embraer. A companhia aérea adquirirá 20 aviões E-190 e 20 E-190E-2. Já o banco chinês comprará 20 jatos E-190.

Proteção da Amazônia

Os termos do acordo na área de proteção da Amazônia foram avaliados durante reunião dos dois ministros na sede do Ministério da Defesa. No encontro, Amorim e Xu Dazhe concordaram em estreitar as relações sino-brasileiras no âmbito da defesa. Assim, os termos desse protocolo foram trazidos para o crivo das duas autoridades na cerimônia presidida por Dilma Rousseff e Xi Jinping.

O ministro brasileiro destacou que o acordo abre novas oportunidades de cooperação e de projetos conjuntos na área de defesa. Celso Amorim lembrou também que Brasil e China são parceiros de longa data na produção de satélites de observação da Terra. “Outras áreas podem se abrir, como proteção marítima e de vigilância da fronteira terrestre”, afirmou.

O ministro disse ainda que o Brasil tem interesse em conhecer aspectos relativos à segurança nuclear e na área de defesa cibernética. Segundo ele, em uma próxima reunião do comitê bilateral, poderá ser debatida uma aproximação entre os centros de pesquisas e empresas dos dois países.

Enquanto isso, o ministro chinês lembrou que a parceria entre os dois países remonta 40 anos de cooperação. Xu Dazhe também recordou o projeto do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers). “Temos características diferentes em nossos pa íses, mas temos pontos fortes, num diálogo de alto nível”, mencionou o ministro chinês.

Segundo o ministro Xu Dazhe, seu país tem interesse em expandir a cooperação em programas brasileiros de proteção aos recursos naturais, como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAz), além de dar continuidade à parceria espacial.

Fonte: Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção à Amazônia



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