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Montagem
de avião baixaria
custo da FAB, afirma Ozires
Ex-ministro
acha que opção é razoável, dada
a falta de orçamento,
mas não contribui para estratégia nacional
Mariana
Barbosa
O
projeto da Força Aérea Brasileira (FAB) de
instalar linha de montagem no Campo de Marte, em São
Paulo, para fabricar cerca de 100 aviões e substituir
sua frota de Bandeirantes, como revelou ontem o Estado,
pode baratear em até 30% os custos de cada um. A
estimativa é do ex-ministro Ozires Silva. "Esse
é mais ou menos o custo da mão-de-obra",
diz. "Entendo a opção da FAB. Ela precisa
dos aviões, mas o orçamento é curto.
Então, tem de usar os recursos que têm disponíveis."
A
FAB está estudando licenciar o turboélice
espanhol Casa C-212-400, do grupo europeu EADS Casa, cujo
preço básico é de US$ 8 milhões.
Partes maiores seriam importadas da Espanha e o avião
seria montado pelo próprio pessoal da FAB. Peças
menores poderiam ser fabricadas no Brasil ou em outros países
da América do Sul.
"O
avião acabaria custando o mesmo ou até mais.
Mas o desembolso a ser feito pela FAB é menor",
explicou Ozires. "Além disso, cria-se uma atividade
adicional que pode entusiasmar os membros da Força."
Mas
ele avalia que o projeto em nada contribui em termos de
estratégia nacional. "Se a FAB tivesse pensado
assim sempre, a Embraer não teria nascido."
O ideal, diz, seria encomendar de uma empresa nacional a
modernização do Bandeirante - que pertence
à FAB e deixou de ser fabricado pela Embraer em 1990.
"Seria melhor para os empregos, para a economia, mas
sairia mais ou menos o mesmo preço que o Casa - e,
portanto, mais caro para a FAB."
A
estratégia da Aeronáutica de licenciar um
equipamento estrangeiro não é nova. Nas décadas
de 40 e 50, a FAB fez isso com o Fairchild, o North American
T-6 e o Fokker, lembra Ozires.
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