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Envío de prototipo del vehículo 4x4 a Brasil
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30 Junho 2005

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Integração bélica, aeroespacial e naval é prioridade para Brasil, Argentina e Venezuela, diz Amorim
ABR 19 Jan 05
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Defesanet 20 Janeiro 2006
Estado de Minas 20 Janeiro 2006

 

Lula sugere fábrica militar no Mercosul

Claro que o diálogo com o Norte vai ficar comprometido

Muito irritado com o colega norte-americano, George W. Bush, por causa do veto à venda de aviões da Embraer à Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer dar o troco. Ele propôs ao presidente argentino Néstor Kirchner duas questões estratégicas, que vão deixar os Estados Unidos com as barbas de molho. A primeira delas é criar uma indústria bélica bilateral, Brasil-Argentina, em cima da estrutura antiga das antigas fábricas de armamentos e equipamentos que os dois países tinham. O objetivo é recompor as Forças Armadas, tanto brasileira quanto argentina, e ao mesmo tempo se cacifar para suprir o mercado sul-americano. Como seria conjunta, a iniciativa não criaria ciúmes e nem constrangimentos diplomáticos no âmbito do Mercosul. Claro que o diálogo com o Norte vai ficar comprometido.

Principalmente porque a segunda idéia é ainda mais ousada. Lula pretende sugerir que a Embraer instale uma fábrica na Argentina, também para atender ao Mercosul. Só que com uma diferença. O presidente quer que essa nova unidade use também tecnologia européia. É que a Embraer foi vetada na Venezuela porque usa componentes norte-americanos em seus aviões. E a indústria bélica dos Estados Unidos, altamente dependente do governo, aceitou o veto dado por George W. Bush, que foi essencialmente político, já que no aspecto militar não há justificativas para impedir a venda dos Tucanos ao país de Hugo Chávez. Com os componentes europeus, a empresa brasileira fica mais à vontade e consegue escapar dos caprichos norte-americanos.

O curioso é que Lula tem boas relações com seu colega norte-americano, apesar de ele ser republicano. Mas a Venezuela foi colocada no eixo do mal de Bush e ele não levou em conta, no veto à venda, a suposta amizade com o colega brasileiro. De qualquer forma, se vingarem os dois projetos, é certo que os Estados Unidos não ficarão satisfeitos. Não bastasse a questão militar, há também o aspecto econômico, já que haveria disputa no mercado sul-americano. E do jeito que as coisas vão, a simpatia seria pelos produtos do consórcio Brasil-Argentina.

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