COBERTURA ESPECIAL - Brasil - EUA - Geopolítica

01 de Junho, 2013 - 19:00 ( Brasília )

BR-USA - Pronunciamento VPr J. Biden no RJ

Interessante e importante discurso não avaliado pela imprensa com a devida importância.


Pronunciamento do Vice-Presidente, Joseph Biden,
sobre as relações Brasil-EUA no Rio de Janeiro
(itálicos DefesaNet)


Rio de Janeiro, 29 de maio de 2013

CASA BRANCA

Gabinete do Vice-Presidente

Pier Mauá
Rio de Janeiro, Brasil

VICE-PRESIDENTE: Obrigado, senhor presidente. Muitíssimo obrigado a todos. E, senhor, eu talvez tenha de emprestar o seu chapéu antes que isto chegue ao fim.
Senhoras e senhores, é um prazer estar aqui e estou impressionado por ver tantas pessoas. Todos com quem falei até agora no Rio se desculpam pelo tempo. Para mim está maravilhoso. (Risos.)

Trata-se de uma cidade — preciso dizer a todos aqui, trata-se de uma cidade verdadeiramente maravilhosa, maravilhosa. E não é apenas o espírito acolhedor do povo brasileiro ou a mistura de culturas e etnias, é a vibração, a democracia inclusiva; aproveitando as oportunidades que todos vocês podem experimentar, sentir e cheirar que pressagiam um futuro ainda mais brilhante do que o de hoje.

Tenho viajado pelas Américas e percebo uma coisa interessante. Tenho feito esse trabalho há muito tempo como vocês podem perceber; sou um homem velho. Mas fui eleito quando tinha 29 anos para o Senado dos Estados Unidos, e a minha área tem sido a política externa americana. Portanto, viajei pelo continente e pelo mundo nesses últimos 40 anos. E é espantoso ver a transformação pela qual não apenas o Brasil passou, mas pela qual o continente está passando.

Conflitos políticos são agora quase sempre resolvidos pelas urnas. Eleições democráticas são a norma, não a exceção. Há agora 275 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe que fazem parte da classe média. Se olharmos tendo em perspectiva as últimas três ou quatro décadas, é verdadeiramente espantoso. As coisas estão mudando. As economias da região estão crescendo. Brasil, México, Argentina, membros do G20. O Brasil está para assumir a direção-geral da OMC.

Há um novo sentido de dinamismo nas Américas. Na década de 1990, começamos conversando sobre a Europa — como viajei à Europa na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores com foco na Europa, conversamos, depois da queda do Muro, sobre a promessa de uma Europa pela primeira vez desde o Estado-nação, uma Europa inteira, livre e em paz. Bem, hoje penso que podemos dizer com algum grau de certeza que podemos imaginar as Américas — as Américas que são classe média, seguras, democráticas do Círculo Ártico ao Estreito de Magalhães.

Nos EUA, a discussão não é mais a que era quando fui eleito pela primeira vez: O que podemos fazer pelas Américas? Isso foi há tempos. A questão agora é: O que podemos fazer juntos? O que podemos fazer juntos?

E o presidente Obama e eu acreditamos que o momento apresenta uma oportunidade incrível para uma nova era de relações entre os Estados Unidos e as Américas. Nunca tivemos tantos parceiros capazes. E as atitudes americanas também mudaram. Mas nenhum parceiro é mais significativo nessa empreitada do que o Brasil.

O tamanho dessas novas oportunidades, da classe média, uma região segura e democrática requer relações mais amplas e mais profundas com este grande país e, francamente, com todos os países do continente. E isso não vai acontecer sem interações e consultas sustentadas.

É por isso que estou aqui no Brasil hoje. É por isso que o presidente me pediu para fazer um convite à sua presidente, com quem vou me reunir amanhã, para ir aos Estados Unidos em outubro na única visita de Estado que ocorrerá em Washington este ano.

Senhoras e senhores, é por isso que o presidente visitou recentemente o México, a Costa Rica. É por isso que ele fez seis viagens à América Latina e ao Caribe, e é por isso que viajei às Américas em quatro ocasiões distintas, por isso me reuni ontem com as nações do Caricom; antes disso, com o presidente Santos em Bogotá. E o presidente me pediu mais viagens no quarto trimestre e no primeiro trimestre do próximo ano. É muito simples: queremos participar mais. Achamos que há grandes oportunidades. Estamos otimistas.

O Brasil há muito tempo assumiu seu lugar como uma das potências econômicas democráticas do mundo. Vocês são a sétima maior economia do mundo — maiores do que a Índia; maiores do que a Rússia. A história da jornada de vocês é realmente notável nos últimos 20 anos. Em 20 anos, vocês construíram o recurso mais importante deste grande país — seu capital humano.

Vocês venceram a inflação. Vocês tiraram 40 milhões de pessoas da pobreza e as elevaram para a classe média, que é hoje uma força de 100 milhões. Suas inovações democráticas e sociais; o Programa Fome Zero; o Bolsa Família; os programas de casa própria — eles são estudados e copiados em todo o mundo. Eles são estudados e copiados no mundo todo, da Guatemala a Gana.

Vocês estão explorando seus enormes recursos naturais, mas também obtendo uma proporção maior da energia de fontes renováveis e limpas do que qualquer outro país do mundo. O resto do mundo olha para vocês com inveja, pelo progresso que fizeram. O continente tem muito a aprender com a experiência de vocês.

Mas acredito que a lição mais importante não é nenhuma das fórmulas econômicas específicas que vocês empregaram para aumentar o padrão de vida de toda a população nem qualquer programa social que esteja sendo reproduzido. Vocês ensinaram algo para o resto do mundo, e para este continente em particular, que os Estados Unidos acreditam firmemente desde a nossa fundação. Vocês demonstraram que não é necessário uma nação escolher entre democracia e desenvolvimento. Vocês demonstraram que não é necessário escolher entre economia de mercado e política social inteligente. Esse é um debate que está sendo feito em outras partes do mundo. Mas vocês, Brasil, demonstraram que não são as falsas escolhas que estão sendo oferecidas em outros países deste continente e em outros países do mundo. E o mundo começou a reconhecer a contribuição de vocês.

A má notícia para vocês é que o mundo reconheceu a contribuição de vocês. Vocês não podem mais alegar que são uma nação em desenvolvimento. Vocês se desenvolveram. E posso lhes dizer por experiência, a má notícia que acompanha isso, o que vem com isso é a responsabilidade mundial de falar, de se manifestar.

Mas o mundo também reconheceu — estivemos falando com o presidente —– a Copa do Mundo em 2014, as Olimpíadas em 2016, como dizem no Sul do meu país, vocês todos estão fazendo alguma coisa certa. (Risos.) É bastante notável. Os milhões de visitantes que vêm ao Brasil, muitos por meio deste porto, ficam maravilhados com todos esses guindastes e toda essas construções e tudo o que está acontecendo, toda essa atividade. Percebe-se imediatamente ao desembarcar/embarcar no Brasil que o país tem um dinamismo incrível. É possível sentir isso. É possível experimentar isso.

Mas o que suspeito que muitos não entendem é que esse dinamismo, embora esteja acontecendo mais aqui do que em qualquer outro lugar, também está ocorrendo fora do Brasil. Está acontecendo de cima a baixo neste continente. Está acontecendo da Colômbia ao Peru e ao Chile. Não alcançou o nível de vocês, mas está acontecendo. Está acontecendo.

E para aqueles que de vocês que possam ter lido os relatos sobre o fim dos EUA... os Estados Unidos, como eu disse ao então presidente Hu no Grande Hall do Povo na China, quando ele estava se solidarizando comigo dizendo ter certeza de que nós nos recuperaríamos, eu observei que nunca é uma boa aposta apostar contra os Estados Unidos da América. Nunca.

E o que está acontecendo no meu país, que está saindo de sua recessão mais profunda desde a Grande Depressão — recuperamos US$ 16 trilhões em riqueza, grande parte da qual havia sido perdida por nossa população como consequência da crise. Tivemos — do momento em que assumimos, o quinto mês em... todos os meses, meses consecutivos de crescimento do número de empregos. Não tão forte em alguns meses como queríamos, mas consecutivos.

Os fundamentos da nossa economia nunca estiveram tão fortes. Vocês sabem, vocês têm grandes recursos naturais. Nós teremos independência energética. Não apenas perfuramos e descobrimos, mas aprendemos a extrair cem anos de gás de xisto, gás natural que pode suprir nossas necessidades totalmente se optarmos por isso no decorrer do tempo.

As melhores pesquisas e universidades ainda estão localizadas no nosso continente e no nosso país. E as empresas iniciantes e os mercados de capital de risco mais vibrantes ainda existem para todos os problemas que tivemos. Nós, como os brasileiros, estamos otimistas sobre o nosso futuro e temos confiança na nossa capacidade, assim como vocês.

Os Estados Unidos e o Brasil representam duas das maiores economias mais inovadoras e dinâmicas do mundo atualmente. É verdade que os dois países podem continuar a prosperar aprofundando ou não as nossas relações econômicas. Mas, imaginem, apenas imaginem, o que essas duas economias dinâmicas podem fazer com mais comércio e investimentos para nosso povo, nosso continente, para o mundo.

Vejam, sei que muitos no Brasil... para muitos no Brasil, os Estados Unidos não partem do zero. Há um bom motivo para esse ceticismo. Esse ceticismo ainda existe e é compreensível. Mas o mundo mudou. Estamos deixando para trás velhos alinhamentos, deixando para trás velhas suspeitas e construindo novas relações. Não peço para que nos julguem pelas minhas palavras nem pelas palavras do presidente; julguem-nos pelas nossas ações.

Os Estados Unidos e o Brasil tiveram um bom começo no governo Obama-Biden nos últimos quatro anos. Nossos presidentes, nossos secretários de Defesa — como os militares podem lhes contar — nossos secretários de Estado, nossos representantes especiais de Comércio — e, ao todo, dez membros do nosso secretariado visitaram este país desde o início do nosso mandato. Isso não é por acaso, é intencional. E não tem precedentes. É um reflexo do valor que damos ao Brasil e do esforço para aprofundar as relações.

Durante esse tempo, assinamos acordos sobre energia, defesa e cooperação espacial. Mas penso que os líderes dos dois países reconhecem que há uma distância gigantesca entre o que somos e do que somos capazes. Tivemos a oportunidade de definir uma agenda ambiciosa sobre as coisas que são mais importantes para nossos povos — para marcar o início de uma nova era das relações EUA-Brasil em 2013.

Quero falar sobre o que considero as quatro questões que nos ajudarão a chegar aonde nos permite o nosso potencial. Primeiro é nossa relação econômica. Isso já trouxe benefícios para os dois países. Empresas americanas estão competindo por oportunidades de fazer negócios no Brasil. Dois terços das exportações do Brasil para os Estados Unidos são bens de alto padrão, com valor agregado. Estamos fazendo coisas em conjunto. Os dois países sabem que há um futuro nos biocombustíveis e na aviação. A EMBRAER e a BOEING estão pesquisando e testando juntas o desenvolvimento de biocombustíveis e a capacidade de usá-lo como combustível de jato. Se tiverem sucesso, o mercado é ilimitado.

O comércio entre nossos dois países agora ultrapassa US$ 100 bilhões ao ano. Mas suspeito que os economistas e líderes empresariais aqui presentes saibam que não há motivo para que não possa chegar de US$ 400 bilhões a US$ 500 bilhões por ano. Imaginem todos os empregos bem remunerados que serão criados no Brasil e nos Estados Unidos que derivam de mais comércio aberto, especialmente em uma época em que ambos os países têm de trabalhar mais arduamente para criar empregos e estimular o crescimento em uma economia global desacelerada. Senhoras e senhores, para chegar lá, no entanto, temos de trabalhar muito mais para expandir nosso comércio.

Apreciamos o papel de liderança que o Brasil está exercendo na Organização Mundial do Comércio. Acreditamos que esse é o fundamento sobre o qual podemos construir em conjunto os valores dos nossos países na OMC. E como membro do G20, o Brasil exerce um papel crucial para garantir que todos façam sua parte e sigam as normas, promovam o crescimento forte, equilibrado e sustentável e resistam à compulsão ao protecionismo em tempos econômicos difíceis.

Mas neste mundo cada vez mais interdependente, é surpreendente a rapidez com que continua seu rumo à globalização. Justo quando se pensa que foi o mais longe possível, é impressionante e, para muitos, assustador. Mas é impressionante. Acreditamos que neste novo mundo haja outras medidas complementares que podemos adotar além do G20 e da OMC para expandir as relações comerciais mundiais que serão vantajosas para todos nós. E estamos tentando fazer justamente isso.

É por isso que nos Estados Unidos o presidente está trabalhando para concluir este ano uma nova e vasta Parceria Transpacífica, de cunho econômico. É por isso que estamos buscando um novo e ambicioso acordo econômico com a União Europeia, onde já temos US$ 1 trilhão em comércio bilateral em bens e serviços e US$ 4 trilhões em investimentos.

Mas sabemos que pode ser muito mais. E vamos atrás disso, em conjunto. É por isso que estamos negociando acordos globais para iniciar serviços e aumentar a disseminação da tecnologia da informação. Em todas essas questões, os ingredientes são os mesmos: maior acesso a mercados, maior proteção à propriedade intelectual, menos barreiras regulatórias, padrões mais altos, novas normas disciplinares para garantir que todos ajam segundo as mesmas regras. Mas em nossos dois países, temos interesses particulares de alguns que não se animam com essa expansão.

E a porta está bem aberta para o Brasil, para que seja não apenas participante, mas líder nessa incrível expansão. Em minha opinião, não há período da história moderna onde tenha havido tanta atividade de expansão do comércio no mundo todo.

Mas para dizer o óbvio, está nas mãos do Brasil decidir se segue esse caminho ou agarra as oportunidades e aceita as responsabilidades que as acompanham.

O que é verdade para o comércio também é verdade para o investimento estrangeiro direto. De modo coletivo, reduzimos os obstáculos ao investimento, e a chave é prover mais previsibilidade e confiança para os países dispostos a investir nos nossos países. Mas isso exige mecanismos transparentes de resolução de disputas, tratamento justo e equitativo de todos os investidores.

E saudamos — quero deixar isto bem claro — saudamos e buscamos mais investimentos brasileiros nos Estados Unidos. São bem-vindos. Precisamos deles. Queremos seus investimentos. Estamos procurando expandir os investimentos de maneira generalizada. Como vice-presidente, tive horas de discussões com o então vice-presidente e atual presidente Xi sobre como aumentar ainda mais o investimento estrangeiro direto nos dois países.

É por isso que estamos também buscando novos tratados bilaterais de investimentos com a China e com a Índia. Repetindo, para aqueles que estão acostumados com o mundo antes das mudanças, algumas dessas coisas são assustadoras. Algumas dessas coisas são assustadoras, mas tudo isso é necessário. É necessário.

Segundo, há muito mais que podemos fazer juntos em relação à energia, como observo neste porto. O Brasil e os Estados Unidos têm pontos fortes diferentes e, combinados, o total é maior do que a soma das partes.

Vocês são líderes mundiais em biocombustíveis e energia renovável, e estamos aprendendo com vocês. Estamos aprendendo com vocês e estamos nos adaptando ao que pensamos deve ser uma proteção maior. Nós temos certas especializações. Vocês também. Mas eu diria que temos tanto conhecimento em extração em águas profundas e combustíveis não convencionais e petroquímicos quanto qualquer outra nação do mundo. E nosso país está pronto para ser seu parceiro.

Descobrimos que a cooperação com outros países nessas áreas foi vantajosa não apenas para eles, mas para nós também e, de modo algum, significou uma ameaça à soberania de ninguém, mas aumentou as oportunidades nos dois países.

Novamente, depende do Brasil decidir se faz sentido aplicar as regras que permitem ao país aproveitar esse conhecimento. A decisão é de vocês.

Terceiro, quero falar sobre o trabalho que podemos fazer juntos na região e no mundo todo. Porque, como eu disse anteriormente, o Brasil não pode mais falar que é uma potência emergente. Este país já emergiu e todos já notaram. O Brasil já emergiu e se engajou em segurança alimentar, não proliferação, manutenção da paz, prevenção de conflitos e iniciativas de combate à corrupção. Vocês emergiram e se engajaram e causaram um impacto positivo no mundo.

O Brasil não é apenas uma nação doadora, mas líder em desenvolvimento global — desde o perdão e a reestruturação de US$ 900 milhões da dívida da África até projetos conjuntos com os EUA de combate à fome e à pobreza em Honduras, Gana e Moçambique. Mas há muito mais que podemos fazer juntos.

Como já disse, de todas as suas realizações, a mais importante entre elas, em minha opinião, é que vocês mostraram que os países não têm de se envolver na falsa escolha entre desenvolvimento e democracia. Grandes democracias como a de vocês e a minha devem promover os valores democráticos no mundo. E como líder do Sul, há situações onde vocês têm muito mais credibilidade e diferentes oportunidades para realizar isso do que nós ou qualquer outro país, seja entre seus vizinhos, seja em países distantes. Vocês podem exercer um papel positivo nas transições no Norte da África.

É essa a razão de olharmos para vocês e reconhecer a diferença entre interferência indevida em assuntos das outras nações e o aprofundamento da democracia e dos direitos humanos quando estão sob ataque.

Em todas essas grandes questões entre nós — desde comércio e investimento até energia e direitos humanos — teremos nossas discordâncias. Todos os países têm, independente da proximidade entre eles. Mas quero que saibam, mesmo quando discordamos, começamos a partir de uma posição de respeito.

Coisas que me levam ao quarto ponto — por fim, todos os laços e relacionamentos internacionais mais profundos e fortes estão apoiados em uma base de confiança, em ver uns aos outros pelo que somos: bons e maus. Com defeitos e tudo. E o modo mais efetivo de estabelecer que confiança não é apenas questão de relação crescente entre líderes, mas de aprofundar os laços entre povos. É assim que cada um de nós constrói a base nos respectivos países para essa parceria. E é isso que nos sustenta quando existem discordâncias entre nossos governos — e elas existirão.

Assim, precisamos continuar a incentivar a paixão compartilhada de nosso povo pela inovação, pela educação e pela democracia. Mas nossas sociedades reconhecem que o futuro virá para as populações mais inovadoras e bem instruídas do mundo.

Minha esposa, que está aqui comigo, é educadora em tempo integral como segunda-dama. Ela ministra 15 créditos por semestre em uma de nossas faculdades comunitárias. Ela tem uma expressão que diz “Qualquer país que nos ultrapassar na educação nos superará na competição”. É por isso que o presidente Obama propôs a iniciativa “100 Mil Unidos pelas Américas” com a finalidade de receber cem mil estudantes das Américas nos Estados Unidos para estudar em universidades americanas e mandar um número igual para os outros países da região.

É por isso que sua presidente lançou a iniciativa “Ciência sem Fronteiras” do Brasil. Hoje, 5 mil jovens talentosos estudantes brasileiros estão estudando ciências, tecnologia, engenharia e matemática em universidades americanas em 46 estados americanos. E estamos ansiosos por receber milhares mais deles.

E, naturalmente, a força vital dos laços pessoa-a-pessoa possibilita o acesso ao país um do outro para turistas, empresários, estudantes e famílias. É por isso que lançamos a “onda consular” para ajudar brasileiros a conseguir vistos de turista mais rápido do que jamais antes, reduzindo os tempos de espera para vistos de turista, como fizemos, de 14 semanas para dois dias. É por isso que abrimos dois novos consulados em seu país.

A História nos levou a um momento em que as possibilidades são imensas. E, como todo estudante de História sabe, esses momentos ocorreram antes na história humana, mas não duram muito. Ou nos beneficiamos deles ou eles nos deixam para trás.

Tenho absoluta confiança de que juntos podemos aproveitar este momento e tomar algumas decisões difíceis sobre economia, energia e assuntos globais. Valerá a pena, porque as palavras por si só não trazem uma nova era em nossas relações, temos de colocá-las em funcionamento. E temos muito trabalho para fazer.

Então, estou aqui hoje para dizer que estamos prontos. Acredito que os ventos são favoráveis para nós. Os melhores dias dessa parceria estão em alta e estão adiante de nós. Nossos dois países são países de possibilidades. Portanto, vamos descobri-las juntos. Vamos explorá-las.

Que Deus os abençoe. Que Deus abençoe o povo brasileiro e proteja nossas tropas. Muito obrigado.


 

 

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