COBERTURA ESPECIAL - Brasil - EUA - Segurança

05 de Abril, 2013 - 00:50 ( Brasília )

DID - MJ - Pede cooperação entre estados para o combate ao crime

Rogério Bernardes Carneiro e Fabio Bechara esperam por maior colaboração entre autoridades e modernização de bancos de dados para definir investimentos

 

Guilherme Abati
Agência Indusnet Fiesp


Os principais problemas do setor de segurança pública do país foram tema da palestra “As demandas do Setor de Segurança no Brasil”, que aconteceu durante o seminário Defense Industry Day (DID), nesta quinta-feira (04/04), na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Rogério Bernardes Carneiro. Foto: Julia Moraes/FIESP

Rogério Bernardes Carneiro, gerente de projetos da Secretaria Nacional de Segurança Pública, e Fábio Bechara, assessor especial da Segurança Pública do Estado de São Paulo, falaram sobre os desafios de modernizar os bancos de dados e integrar informações para o combate à criminalidade no Brasil. Para ambos, é necessário investir em tecnologia e em integração de informação, além de criar sinergia entre estados e autoridades civis e militares.

Rogério Bernardes Carneiro comentou os atuais projetos de modernização na área da segurança pública nacional. “O grande legado que deixaremos para o país é o Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp), um modelo único e integrado de inteligência que dará um diagnóstico real e confiável sobre a atual situação da criminalidade no Brasil”, disse.

O Sinusp foi criado para sanar dois graves problemas existentes no país: a falta de padronização e de confiabilidade dos dados de segurança e a pouca colaboração entre os estados brasileiros. “O Brasil não tem informações confiáveis sobre segurança pública. Muitas vezes não sabemos como o crime ocorreu, nem onde ou quem o cometeu. Assim, temos grandes dificuldades para definir investimentos, já que não sabemos exatamente o que estamos combatendo. Os dados sobre segurança pública no país são imbatíveis: eles nunca batem. Cada base trás uma informação diferente”, afirmou.

Carneiro espera que o Sinesp ajude as autoridades a vencer a guerra contra o crime. “A falta e o desencontro de informação dificulta as tomadas de decisões eficazes contra o crime. O modelo atual é precário e não trabalha em sinergia, sem padronização. Com o Sinesp, pretendemos suprir a necessidade de diagnósticos confiáveis sobre a criminalidade e sobre a apreensão de drogas e armas em nossas fronteiras, o que nos ajudará a definir investimentos”, finalizou.

No encerramento da palestra, Fábio Bechara, assessor especial do gabinete do secretario de Segurança Pública do Estado de São Paulo, afirmou que o principal objetivo da atual gestão é vencer o problema da coordenação de informações entre as polícias e fazer com que o estado avance no combate ao crime organizado. “Precisamos de cooperação e união, não de competição. Um dos principais desafios atuais é o de criar coordenação entre os diferentes bancos de dados, para a melhoria do trabalho da policia em âmbito estadual. Ainda trabalhamos com bancos de dados fragmentados e não compartilhados.”, encerrou.