COBERTURA ESPECIAL - Brasil - EUA

05 de Abril, 2013 - 00:30 ( Brasília )

DID - Seminário Defense Industry Day na Fiesp

Leia um resumo das apresentações feitas no Defense Industry Day por representantes das empresas Raython, Rockwell Collins, Boeing, Lockheed Martin e Motorola Solutions

 

Marilia Carrera e Guilherme Abati,
Agência Indusnet Fiesp

Representantes de empresas norte-americanas especializadas no desenvolvimento de equipamentos e sistemas de defesa e segurança apresentaram suas estratégias para o setor no Brasil em painéis na tarde desta quinta-feira (04/04), durante o Defense Industry Day.

Seminário Defense Industry Day na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

O evento é promovido pelo Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Federação as Indústrias de São Paulo (Fiesp), e prossegue até sexta-feira (05/04) na sede da entidade.

Veja um resumo dos painéis:

Raytheon – Segundo Catherine Ripley e Peter Smith, da Raytheon, o principal compromisso da empresa no país é o de estudar e compreender as exigências de nossas forças armadas no sentido de melhorar a segurança no país.

Eles ressaltaram que a Raytheon possui acordos de cooperação com vários países do mundo e deseja adicionar o Brasil a sua lista de parceiros. O objetivo é estabelecer parcerias de longo prazo, por meio do compartilhamento e da coprodução de tecnologias.

“Não se trata apenas de uma questão de comércio, é uma troca e compartilhamento de tecnologia com o Brasil”, afirmou Catherine.

Rockwell Collins – Steven Keane, da Rockwell Collins, destacou a importância da transferência de conhecimento para as empresas brasileiras e falou sobre o papel das relações nos acordos de cooperação com o país.

Segundo Keane, a Rockwell Collins busca compreender e oferecer suporte às necessidades do Brasil, identificando, aqui, parceiros para a produção de tecnologias e o estabelecimento de vínculos que tragam benefícios para ambas as partes.

Boeing – Para o líder de atividades internacionais da Boeing, Roberto Valla, os compromissos da empresa vão além do comércio e da defesa, sendo o investimento em programas de pesquisa e desenvolvimento uma de suas principais premissas.

“Queremos explorar talentos e recursos existentes em todo o mundo, produzindo bons resultados, como benefícios mútuos e crescimento sustentável em longo prazo”, frisou.

De acordo com Valla, a Boeing valoriza o intercambio contínuo com seus parceiros, a partir do desenvolvimento de tecnologias e da entrega de soluções conjuntas com os países onde atua, sobretudo, o Brasil. “Sabemos da importância dos relacionamentos de longo prazo, por isso, trabalhamos em parceria com o governo dos Estados Unidos na transferência de tecnologia”, destacou.

Lockheed Martin – John Lopez, representante da Lockheed Martin, maior empresa de armamentos do mundo, destacou as parcerias e investimentos da empresa no Brasil. Segundo o americano, a Lockheed Martin já investiu mais de 20 milhões de dólares no país, onde ajudou a implantar o simulador de voo mais avançado da América Latina. “O Brasil não é mais o país do futuro. É o país do presente”, disse o americano.

A Lockheed Martin, assinalou Lopez, é o maior exportador de produtos de defesa dos Estados Unidos e o maior contratante do governo americano. A empresa fornece aeronaves de combate para governos do mundo todo, além de mísseis, controles e equipamentos para a marinha dos Estados Unidos. É também a maior fornecedora de tecnologia de informação do governo americano há 19 anos e equipa a polícia federal americana [Federal Bureau of Investigation, FBI] com material biométrico.

Motorola Solutions – Vagner Andrade, da Motorola Solutions, apresentou ao público os trabalhos da empresa no setor de segurança. “Temos uma história muito grande com as forças de defesa e de segurança do Brasil. O foco da empresa é comunicação de segurança, e o objetivo é alcançar a liderança global no provimento de soluções para missões criticas, tanto para governos como para empresas”, disse.

“Nosso objetivo é que nossos produtos resistam a situações extremas. As pessoas têm que ter certeza que nossos rádios, por exemplo, não podem falhar. Um rádio em uma refinaria de petróleo ou nas mãos de um policial durante uma ocorrência deve dar segurança total aos usuários”, acrescentou Andrade.

A empresa, destacou o representante, marcará forte presença nos grandes eventos que ocorrerão no país nos próximos anos, oferecendo serviços de comunicação nas Copas das Confederações e na Copa do Mundo, e também desenvolvendo a utilização do 4G com o exército brasileiro.