COBERTURA ESPECIAL - Brasil - Argentina - Aviação

04 de Outubro, 2016 - 10:05 ( Brasília )

Brasil estaria negociando a venda de 24 Super Tucanos para Argentina


Fernando Valduga
cavok.com.br

Foi divulgado por um site de notícias argentino que durante a visita do presidente brasileiro Michel Temer no país vizinho, o Brasil irá oferecer para Força Aérea Argentina 24 aeronaves de ataque e vigilância Super Tucano, fabricados pela Embraer. Embora seja pouco provável que o anúncio ocorra hoje na cúpula presidencial, é dada como certa a oferta, que deve contar com ajuda do BNDES para financiamento do pacote de aeronaves.

Essa oferta, avaliada em US$ 300 milhões, é vista como um dos projetos mais ambiciosos entre os dois países, desde a época das assinatura entre os presidentes Raúl Alfonsín e José Sarney na década de 1980 sobre questões nucleares.

Outras fontes citadas pelo site “Urgente 24” dizem que Temer pretende reforçar o acordo do Mercosul, e que apoiar o combate ao contrabando e o tráfico de drogas na Tríplice Fronteira, e enxerga a Argentina como uma importante oportunidade de negócios para cooperação em diversas aéreas. Temer pretende incluir neste projeto de controle de fronteira a Bolívia e o Paraguai.

A Argentina já buscou outras opções de aeronaves de combate com Israel (IAI Kfir), França (Mirage F.1) e Estados Unidos (T-6 Texan II), que já ofereceram aviões de combate para controle de suas fronteiras, mas dentre todas ofertas, o Super Tucano seria a mais moderna aeronave, que já está em operação inclusive a Força Aérea dos EUA no programa LAS.

Segundo o site argentino, já existe um consenso entre a Força Aérea Brasileira, o Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores para avançar os contatos com o governo argentino.

A negociação agora estaria aguardando o aval do governo Macri para avançar, que pode inclusive migrar para uma possível cooperação tecnológica na fabricação dos caças Gripen que o Brasil adquiriu da Saab.

A venda pode também servir para reativar totalmente a FAdeA através de um acordo com a Embraer, que eles vêem como uma grande possibilidade para retomar o programa do Pampa, dando nova energia para o bloco do Mercosul e a integração bilateral.

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