26 Junho 2008
15:00 Horas
Notícias
Arquivo Notícias
Boletíns
Editoriais
Revista Virtual
SOF História
Artigos
Documentos
Links
Fotos
Vídeos
Eventos
Busca Arquivo
  Defesa@Net
A Empresa
Equipe
 

Front Interno

DEFESA@NET 26 Junho 2008
Zero Hora.com 24 Junho 200
8

ZERO HORA.com

Guerra Irregular Moderna

Coronel Mendes defende ações da BM
diante de comissão do Senado

Comandante-geral garante que a corporação agiu dentro da lei
(ver matéria sobre a Posse do Comandante da BM)

Humberto Trezzi

No dia da posse no Comando-geral da Brigada Militar, o coronel Paulo Roberto Mendes ganhou um presente de grego. Foi obrigado a explicar a senadores episódios de violência envolvendo a BM e manifestantes de rua. Terminou o dia com seus subordinados cobrando a presença dos senadores quando PMs são vítimas. E recebeu apoio de promotores e de uma juíza na ação contra invasões de terra.

O secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, garantiu aos políticos que os excessos dos PMs serão punidos "como sempre foram". Do procurador-geral de Justiça, Mauro Renner, ouviram que a instituição não pedirá a decretação da ilegalidade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).



Na primeira fila Senadores Paulo Paim (PT-RS), Flávio Arns (PT-PR) e José Nery (PSOL-PA),
mais deputados estaduais do PT e PC do B. (foto Zero Hora)

 

A comitiva de três integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado veio a convite de parlamentares de esquerda para verificar se a BM se excede na repressão aos movimentos.

Só compareceram senadores de oposição ao governo Yeda. Vieram Paulo Paim (PT-RS), Flávio Arns (PT-PR) e José Nery (PSOL-PA). Deixaram de vir, sem maiores explicações, os senadores Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Romeu Tuma (PTB-SP).

Pressão pela demissão antes mesmo da posse

Em Brasília, tinham sido municiados por parlamentares gaúchos com CDs e fitas de vídeo que mostram ações da BM. As imagens foram exibidas pela manhã, na Assembléia, em audiência dos políticos com representantes de sindicatos e dos sem-terra.

Mendes é considerado inimigo pelos movimentos que articularam a audiência. Na platéia proliferavam cópias de uma foto do comandante da BM, pintado com bigodinho à la Hitler.

Os manifestantes sugeriram aos senadores pressão pela demissão de Mendes, que sequer tinha assumido.

Entre os 13 episódios exibidos, estão três que tiveram a presença de Mendes: repressão da BM contra militantes do MST que tentaram invadir um supermercado em Porto Alegre e pretendiam chegar ao Piratini, no dia 11, balas de borracha disparadas pela BM em Passo Fundo contra militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores que invadiram a empresa Bunge e, em 6 de março, confronto de PMs com mulheres ligadas ao MST que invadiram uma área reflorestada da Stora Enso, em Rosário do Sul.

Paim concluiu que "há excesso de violência da BM contra os manifestantes gaúchos".No primeiro round do dia, o coronel foi pintado como algoz da livre expressão.

A virada de jogo no Quartel-general da BM

À tarde, o coronel Paulo Mendes iniciou uma contra-ofensiva. Convidou para o debate com os senadores um grupo de promotores e uma juíza que se afinam com as ações da BM. O encontro aconteceu no Quartel-general da Brigada Militar, na Rua da Praia.

Mendes determinou que fossem exibidas num telão fotos e vídeos de ações da BM envolvendo o MST e sindicatos. Mostrou aos senadores fotografias de vandalismo praticado por sem-terras durante invasão na Fazenda Southall, em São Gabriel. Comentou cenas em que militantes do MST jogam pedras e coquetéis molotov contra PMs e queimaram plantações.

Na platéia, 30 coronéis e tenentes-coronéis da BM balançavam a cabeça em aprovação a cada cena mostrada e comentário desferido pelo chefe.

De questionadores, os senadores passaram a ser questionados. Mas o apoio mais inflamado veio de integrantes do Ministério Público e do Judiciário. O promotor Luís Felipe Tessheiner, autor da ação que resultou no despejo dos sem-terra em Coqueiros do Sul, elogiou a ação da BM. A procuradora da República Patrícia Muxfeldt explicou por que move ação com base na Lei de Segurança Nacional contra líderes sem-terra que invadiram a fazenda Coqueiros.

— O MST não é um movimento pacífico, ele usa armas e táticas de guerrilha. E desrespeita sistematicamente ordens judiciais — justificou.

O promotor da Auditoria Militar João Barcellos registrou que excessos da BM serão investigados, mas ressaltou que a ninguém é dado o direito de sair armado com foices e facas. A seqüência de depoimentos foi completada pela juíza militar Eliane Soares:

— Na Fazenda Coqueiros, ouvi os sem-terra berrando "morte à BM". E vi animais mutilados à faca. O que esses bichos fizeram? Eles têm ideologia, merecem morrer? Ou se trata de atemorizar o dono daquelas terras?

Mendes recebeu tapinhas nas costas ao sair da sala.


Senadores chegam ao Estado para apurar
denúncias de maus-tratos a militantes

Militantes reclamam da truculência dos policias durante
as últimas manifestações pelo Estado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aproveitou o chamado recesso branco, que fechará as portas do Casa durante as festividades de São João, para visitar o Estado e iniciar uma série de discussões sobre supostas agressões a militantes de movimentos sociais por parte da Brigada Militar.

O grupo, formado pelos senadores Paulo Paim (PT), Flávio Arns (PT) e José Nery (PSol) se reunirá com o secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, nesta terça-feira, na Assembléia Legislativa.

No encontro serão discutidos as ações da Brigada Militar nos recentes conflitos com manifestantes de movimentos sociais. Militantes reclamam da truculência dos policias durante os atos públicos, fato que será apurado pelos senadores.



Senador Paulo Paim avalia que há excesso de
força da BM contra o MST no Estado

Secretário de Segurança garante que, se houver denúncia, ela deve ser investigada

Léo Saballa Jr.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado constatou excesso de força da Brigada Militar (BM) contra o MST no Rio Grande do Sul. A avaliação foi feita pelo senador Paulo Paim (PT-RS), após o dia de reuniões que teve no Estado com integrantes dos sem-terra, da BM, da Secretaria e Ouvidoria da Segurança Pública, além do Ministério Público.

O Ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, reagiu com surpresa e avaliou como precipitada a declaração do senador Paim. O secretário de Segurança, José Francisco Mallmann, afirma que, se há algum excesso, o assunto é encaminhado imediatamente à Corregedoria da BM. Mallmann garante que, se houver denúncia, ela deve ser investigada.

Defesa @ Net - Recomendamos a leitura das matérias:
Manobra Estratégica no Sul MST x ?
http://www.defesanet.com.br/br/fi.htm

A fazenda na mira do MST Parte 1 Parte 2
Grupo de elite do MST prepara as invasões no RS
http://www.defesanet.com.br/br/fi_3.htm

   
   
   
XX

 

 

 

Matérias Relacionadas

 

Considerações sobre o Terrorismo Global:
A Quarta Guerra Mundial
.
Texto do
Prof. Fernando Sampaio
Setembro 2004 pdf

   
  ASPECTOS GERAIS E CRIMINAIS
DO TERRORISMO
E A SITUAÇÃO DO BRASIL

pdf 100 kb
D@N Agosto 2006
   
  O COMBATE AO TERRORISMO
O Antiterrorismo e o Contraterrorismo

Gen Álvaro Pinheiro
Março 2004
   
  TERRORISMO OU
CRIME ORGANIZADO

D@N Julho 2006
   
  GANGS, “COUPS D’ STREETS,”
AND THE NEW WAR IN
CENTRAL AMERICA

US Army SSI 2005
   
  Inspirado em protestos
da França, movimento planeja ações nas cidades

OESP 23 Abr 06
   
  Chávez quer unir
sem-terra da AL

OESP 23 Abr 06
   
  Nova onda
vermelha

ZH 08 Mar 06
   
  Lula afaga MST
e cita ruralistas
caloteiros

OESP 20 Abr 06
   
  Processos contra
sem-terra
congestionam
Justiça no Pontal
OESP 09 Abr 06
link
   
  Conexões do Protesto
Zero Hora 19 Mar 06
Parte I
Parte II
   
  Chávez prega o
socialismo e firma
acordos de US$ 440
milhões

Paraná-Online 21 Abr 06
   
  Multinacional
do Protesto

ZH 08 Mar 06
  Em um mês, MST fez 78 invasões em 15 Estados
Oesp 23 Mar 06
   
   
© 2006 Defesa@Net™- Direitos Reservados