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Defesa@Net 26 junho 2009
AL-RS 26 junho 2009
Assembléia Legislativa RS

Front Interno - Ataque Continuado às PMs
Legislativo estadual recebe proposta
de extinção da Justiça Militar

Gilmar Eitelwein

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Armínio da Rosa(Direita) e o Presidente da Assembléia do RS Dep. Ivar Pavan (PT)

O Tribunal de Justiça entregou na manhã de quinta-feira (25) ao Legislativo gaúcho a proposta de Emenda Constitucional que extingue o Tribunal de Justiça Militar. A proposta revogando os artigos da Constituição Estadual que tratam das atribuições da justiça militar conta com a assinatura de 35 parlamentares de diversos partidos, e será protocolada imediatamente, devendo após seguir tramitação regimental na Casa. Segundo o presidente Ivar Pavan (PT), o caminho escolhido pelo Poder Judiciário honra as tradições de boa relação entre os poderes e valoriza o Parlamento.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Armínio da Rosa, explica que o projeto trata do primeiro passo da proposta de extinção: a retirada dos artigos referentes às atribuições da justiça militar da Constituição Estadual. “A rigor, estes dispositivos são inconstitucionais”, lembra. “Escolhemos a via mais difícil para fazer isto, mas a mais democrática. É importante termos o respaldo da sociedade gaúcha e quem melhor traduz o pensamento e vontade da sociedade é o Parlamento”, afirma o desembargador, ao explicar que a justiça gaúcha poderia propor a extinção diretamente ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Aprovada a Emenda Constitucional, o Poder Judiciário encaminhará projeto de lei tratando do encaminhamento das questões referentes à justiça militar em primeiro e segundo grau. Armínio da Rosa destacou que serão mantidas as estruturas de primeiro grau, e será especializada uma câmara no tribunal para as considerações aos processos envolvendo militares.

O presidente do Legislativo gaúcho manifestou-se honrado pela escolha do Judiciário. “Ao escolher o caminho de tratar do tema e corrigir esta distorção através da instância parlamentar, o Judiciário valoriza o trabalho desta Casa”, disse Pavan. “Tenho a convicção de que os parlamentares se manifestarão favoravelmente à matéria”, lembrando que 35 deputados assinam a proposta, sendo que são necessários 33 votos para sua aprovação em plenário. O projeto permanecerá 15 dias em período de pauta protocolar, para receber emendas. Após tramitar nas comissões de Constituição e Justiça e Serviços Públicos irá a plenário para votação. Por ser emenda constitucional, precisa de aprovação em dois turnos.

Economia

Segundo o presidente do TJ, as mudanças propostas trarão economia ao Estado. “Não há nenhum sentido em manter uma estrutura cuja demanda não se justifica, é cara para aquilo que atende”, argumenta. De imediato, adianta, haverá extinção de cargos comissionados e funções gratificadas que resultarão em economia de R$ 250 mil/mês, gerando economia ainda maior a médio e longo prazo. Hoje a Justiça Militar custa R$ 25 milhões/ano aos cofres públicos. Serão mantidos funcionários efetivos e especialização em primeiro grau. “Não haverá aumento de cargos no Poder Judiciário para receber esta demanda”, garante, explicando que a estrutura atual do tribunal permite atender às exigências.

Armínio da Rosa disse, ainda, que o projeto não é ideológico nem corporativista, mas atende o interesse público e uma necessidade de racionalização, de economicidade e de qualificação de jurisdição. “É muito bem pensado, com responsabilidade e serenidade. De forma alguma irá atingir um princípio básico da hierarquia, a proposta mantém a atividade disciplinar administrativa da Brigada Militar, que é severíssima. A corporação (BM) tem mecanismos próprios para impor a disciplina, além do que não podemos pensar que a tropa militar é um bando de malfeitores que sem um rebenque em cima vai sair por aqui a cometer desatinos”. Segundo ele, a disciplina existe porque os oficiais da corporação sabem mantê-la. "Eles têm autoridade e legitimidade para tal e porque a tropa é subordinada e disciplinada”.

Defesa@Net

Presidente Luiz Inácio ataca de forma inusitada a Força Policial do Rio Grande do Sul - Defesa@Net
http://www.defesanet.com.br/br/fi_25.htm


Território de Paz chega a comunidades de Porto Alegre - Ministério da Justiça
http://www.defesanet.com.br/br/fi_26.htm

Legislativo estadual recebe proposta de extinção da Justiça Militar
http://www.defesanet.com.br/br/fi_24.htm

Ministro oferece Força Nacional contra milícia
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Cabral ''unifica'' polícias e cria metas e bônus salarial - OESP

http://www.defesanet.com.br/br/fi_28.htm

A Justiça Militar é indispensável- Presidente do Tribunal Militar do Rio Grande do Sul mostra porque a proposta de extinção é um perigoso equívoco.- Defesa@Net
http://www.defesanet.com.br/0903_rfbr/18037.htm

A Justiça Militar e a sua importância na manutenção da disciplina profissional e moralidade dos integrantes das polícias militares
http://www.defesanet.com.br/0903_rfbr/03004.htm

Justiça Militar: Corporativa ou Rigorosa?
http://www.defesanet.com.br/mout1/pm_tj.htm

Resposta do TJM/RS às manifestações contra a Justiça Militar
http://www.defesanet.com.br/docs1/justica_militar_rs.pdf

     
 
 
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