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Defesanet 18 Novembro 2008

DEFESA@NET

Polícia Federal lança software para
apoiar no combate ao tráfico de drogas


Solução 100% nacional, sem similar no mercado mundial, vai apoiar na
fiscalização de produtos químicos que podem ser usados na fabricação de drogas

Será lançado amanhã (dia 18), às 9h, no Ministério da Justiça, em Brasília, o novo sistema de apoio ao Departamento de Polícia Federal (DPF) no controle e fiscalização de produtos químicos. Batizado de SIPROQUIM (Sistema de Controle de Produtos Químicos), o software foi desenvolvido pela brasileira Atech Tecnologias Críticas e vai apoiar no combate ao tráfico de drogas no País. O sistema vem operando parcialmente desde fevereiro e a partir deste mês funcionará integralmente. Até o momento existem cerca de 20 mil empresas ativas no SIPROQUIM.

Para o Delegado da Polícia Federal, Rodrigo Avelar, Chefe do Setor de Investigação de Desvios de Produtos Químicos, o SIPROQUIM é uma poderosa ferramenta de investigação no combate a produção de drogas ilícitas. "Trata-se de um sistema que inserido numa moderna metodologia de trabalho irá potencializar as ações policiais."

A Atech, que desenvolveu e implantou o sistema, será a responsável pela transferência da tecnologia para a equipe da Polícia Federal. “Essa é uma solução desenvolvida no Brasil para a Polícia Federal com o apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)”, explica Carlos Fidalgo, Gestor de Projeto da Atech.

O SIPROQUIM possui 16 módulos que auxiliam a atividade da Divisão de Controle de Produtos Químicos (DCPQ), da Polícia Federal, no monitoramento das substâncias que podem ser usadas na fabricação de drogas. Também cobre toda a cadeia produtiva (fabricantes, transportadoras, empresas que comercializam o produto etc), por meio de cruzamento de dados e identificação de indícios de irregularidades. Todas as empresas que atuam no setor tem que se cadastrar no sistema.

Trata-se de um sistema de controle, fiscalização e gestão, que poderá atender outros órgãos nacionais, como o Exército, Anvisa. Também pode ser implantado em outros países, principalmente os da América do Sul que fazem divisa com o Brasil. “Por meio de acordos internacionais, o SIPROQUIM poderá compartilhar informações sobre a movimentação dos produtos químicos, auxiliando desta forma, o combate ao tráfego de drogas, também nesses países ”, acrescenta Fernando Antonialli, Gerente Comercial da Atech.

De acordo com a Lei nº 10.357 de 2001, produtos químicos passíveis de utilização na produção de cocaína têm que ser controlados e fiscalizados. Essa lei foi aprovada após esforços contínuos da Polícia Federal e do Congresso Nacional quanto às recomendações internacionais sobre o assunto. Entre elas estão a Convenção contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, aprovada em Viena em 1988, e o Regulamento Modelo para o Controle de Percursores e de Substâncias Químicas, Máquinas e Elementos, adotado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) em 1990.

Sobre o SIPROQUIM – O SIPROQUIM tem a finalidade de auxiliar o controle dos produtos químicos que possam ser utilizados como insumo na elaboração de substâncias entorpecentes, psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica. O sistema fornece suporte às atividades de controle na verificação do atendimento dos procedimentos vigentes e constatação de irregularidades e indícios de ilícitos.

É um software de controle baseado em informações prestadas pelas empresas controladas e pelo próprio Departamento de Polícia Federal (DPF), a partir dos dados obtidos, por exemplo, em operações de fiscalização. Esse sistema abrange todo o território nacional. Entre as diversas funcionalidades do SIPROQUIM estão o cadastramento de empresas, geração de guias de arrecadação, liberação de certificados de registro e licenças de funcionamento, autorizações prévias de importação, exportação, planejamento de missões de fiscalizações e investigação de desvio de produtos. O sistema também acompanha o desempenho de todas as áreas voltadas ao controle e fiscalização de drogas.

   
   
   
   
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Entrevista -
Luiz Fernando Corrêa
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