COBERTURA ESPECIAL - Base Industrial Defesa - Defesa

05 de Março, 2013 - 15:38 ( Brasília )

COMDEFESA - Brig Aprígio Azevedo FAB - Presente e Futuro

Na Fiesp, chefe do Estado-Maior da FAB fala dos desafios e avanços tecnológicos da indústria de defesa



Por Talita Camargo


A reunião plenária mensal do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que aconteceu na tarde desta segunda-feira (04/03), contou com a presença do chefe do Estado-Maior da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro-do-ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, que ministrou a palestra Força aérea brasileira: presente e futuro.

Para ele, voltar os olhos para a década de 1950, permite enxergar os desafios enfrentados para que hoje a indústria da defesa seja uma realidade no Brasil. “A visão estratégica da FAB, no presente e no futuro, é especialmente voltada à indústria da defesa”, afirmou.

Ao lembrar Alberto Santos-Dumont, que em 23 de outubro de 1906 realizou um voo com uma máquina mais pesada do que o ar, o 14-Bis, o tenente-brigadeiro ressaltou: “Isso prova que nós estamos sempre participando ativamente dos movimentos de vanguarda”.

Azevedo acredita que a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, foi o grande impulso para o investimento em pesquisa e desenvolvimento da indústria da defesa. “Não faz guerra quem depende do outro, mas sim quem domina a novidade. É a novidade gera a possibilidade de conquista e vitória”.

Foco em pesquisa e desenvolvimento

Na opinião do chefe de Estado-Maior, o Brasil obteve ao longo dos últimos 60 anos, competência e tecnologia para entrar no mercado internacional. “Adquirimos capacidade de conhecimento tecnológico que nos permite colocar um requisito à mesa da nossa indústria e ter como resultado final um produto que responde a esse requisito”, afirmou.

Citando o Plano Estratégico Militar da Aeronáutica 2010-2031, o Tenente Brigadeiro ressaltou que o foco é a pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico, a fim de tornar a indústria de defesa cada vez mais moderna e atualizada.

“Nos últimos 10 anos, a FAB contratou, somente em investimentos, R$ 9,5 bilhões com a Indústria Nacional”, informou, ressaltando que o Brasil está em processo de desenvolvimento do campo aeroespacial. “O campo aeronáutico abriu o seu leque de atividades e entramos no plano aeroespacial”.

Após apresentar alguns modelos de aeronaves e mísseis de alta tecnologia produzidos pela indústria brasileira, concluiu: “A doutrina básica da FAB atualmente é dependente da tecnologia de ponta”.

Também estiveram presentes à reunião: Beatriz Rosa, da Abimde; Carlos Erane de Aguiar, presidente do Simde e membro do  Fórum de defesa e segurança da Firjan; o General Div Mattioli, diretor do Deprod; o embaixador Rubens Barbosa; Jairo Cândido, diretor-titular do Comdefesa da Fiesp;  o major-brigadeiro-do-ar José Geraldo Ferreira Malta, comandante do IV Comando Aéreo Regional (Comar); o brigadeiro-do-ar Oswaldo Machado Carlos de Souza, diretor do Centro Logístico da Aeronáutica Celog; e Walter Bartels, da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab).



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