COBERTURA ESPECIAL - Base Industrial Defesa

18 de Fevereiro, 2013 - 11:00 ( Brasília )

ABIMDE - Discurso do Dr Paulo Skaf

Discurso do Dr Paulo Skaf, presidente da FIESP, lido pelo Dr Jairo Cândido, na solenidade de posse das diretorias da ABIMDE e SIMDE, 31 Janeiro 2013.

Discurso do Dr Paulo Skaf, lido pelo Dr Jairo Cândido

Cerimônia de Posse das Diretorias da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança
) e SIMDE (Sindicato das  Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), 31 de Janeiro 2013.



Senhoras e senhores, muito boa tarde.

Infelizmente, não posso me juntar a vocês hoje, para esta cerimônia. Mas quero me fazer presente por meio desta mensagem, e com ela mostrar meu respeito e meu apreço.

Ao presidente do Conselho Diretor da Abimde e presidente do SIMDE, Carlos Frederico Queiroz de Aguiar, agradeço o honroso convite.

Também saúdo os dois novos dirigentes da ABIMDE e do SIMDE, Sami Hyoussef Hassuani e Carlos Erane de Aguiar.

Desejo a todos muita força para enfrentar o nada fácil desafio que terão pela frente: o de recuperar a posição de destaque que o Brasil já teve no cenário internacional nas áreas de Defesa e Segurança.

Nosso país foi um reconhecido polo desenvolvedor e produtor de tecnologia e materiais para este fim, mas perdemos, ao longo do tempo, essa condição. Perdemos, em parte, pelo baixo crescimento econômico brasileiro dos últimos 30 anos. Por outro lado, também enfrentamos sucessivas políticas equivocadas, que resultaram na desindustrialização do nosso parque – o que atingiu também a Indústria de Defesa.

Com o avanço tecnológico atual, está cada vez mais difícil e caro para o Brasil colocar-se entre as principais potências mundiais em desenvolvimento de materiais de defesa. Por isso o desafio hoje é maior do que sempre foi.

A Fiesp e o Ciesp colocam-se ao lado de cada um de vocês na luta pela ampliação do orçamento nacional de Defesa, para que ele seja livre de contingenciamentos, e desmembrado entre investimento e custeio.

Do total das verbas destinadas pelo governo às Forças Armadas, sobram em torno de 8% para compra de materiais, equipamentos e renovação de frotas. Sobre isso, ainda recaem os contingenciamentos anuais.

Essa luta é permanente e o foco no desenvolvimento de tecnologia de ponta no Brasil, unindo Centros Tecnológicos, Indústria e Universidade, também.

Precisamos, antes de tudo, nos agarrar à nossa principal conquista de 2012: a Lei 12.598. Precisamos também exigir a rápida aprovação do Retid, que já deveria ter acontecido desde o final do ano passado. Não tenho dúvida de que é dessa maneira que começaremos a viabilizar a reconstrução de uma Indústria de Defesa de destaque, que seja reconhecida internacionalmente.

E o motivo disso é óbvio: se nem as Forças Armadas compram materiais estratégicos de defesa nacionais, quem iria se interessar por eles?

Quero deixar aqui uma mensagem de união de todos os setores da Indústria Brasileira em prol do produto nacional. Vamos buscar investimentos em parcerias nacionais e internacionais, eliminando a competição desleal e injusta que tanto atrapalha a competitividade brasileira.

Aos novos dirigentes que hoje tomam posse em seus cargos, que possam realizar o seu melhor. O Brasil conta com vocês.

Muito obrigado pela sua atenção.

Paulo Skaf
Presidente FIESP



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