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Aviação - Aviation
DEFESA@NET 24 Março 2009

O mercado financeiro prevê cortes em 2010 e 2011
Mercado Financeiro prevê redução de 30% na produção da Airbus e Boeing para 2011. EMBRAER já anunciou uma redução de 23% em 2009

Nelson During
Editor-chefe Defesa@Net

Defesa@Net

Demissões na Embraer
http://www.defesanet.com.br/emb1/employ_3.htm

Airbus revê níveis de produção - A meta de entregas para 2009 não sofrerá mudanças - Fevereiro 2009
http://www.defesanet.com.br/aviacao1/airbus_crise.htm

 

Os fabricantes Airbus e Boeing permanecem nervosos sobre as metas de produção de aviões em 2009. Mas estas perspectivas contrastam friamente com as da área financeira.
Em recente evento reunindo membros da indústria, usuários e entidades de crédito tanto a Airbus como a Boeing juntaram seus esforços insistindo, que em um curto prazo, a produção manterá seus níveis.

Mas a audiência — composta de compradores, vendedores e membros de empresas de leasing e banqueiros que financiam a todos — estava cética. A dúvida é de onde virá o dinheiro para os quase 965 jatos da Boeing e Airbus previstos para serem entregues em 2009. A EMBRAER projeta a produção de 242 aviões em 2009 (previa 315), conforme a nota do dia 19 de Fevereiro.

Bertrand Grabowski, diretor do DVB Bank da Alemanha, grande financiador de aeronaves, afirmou que as empresas aéreas estão enfrentando uma queda acentuada de demanda, e a questão que surge é quão rápido, Airbus e Boeing reduzirão sua produção entre os anos de 2009 até 2011.

"Como você verá seus clientes sangrando para receberem aviões que eles não necessitam," completa Grabowski.

Ele prevê que os cortes de produção comecem ao longo do ano de 2009 e o pior ocorra em 2010 e 2011.

A avaliação também é compartilhada em parte por Mark Pearman-Wright, chefe da área de leasing da Airbus. Pearman-Wright insistiu que as entregas da Airbus para 2009 estão asseguradas e que para os dois próximos anos ocorrerá uma atenuação da produção e não cortes para 2010 e 2011.

"Nós não vemos problemas de financiamento para as entregas deste ano," afirmou Perman-Wright, em coro com Scott Carson CEO da Boeing Commercial Airplanes em uma conferência em Wall Street na semana passada.

"Não é um caso Airbus versus Boeing. É de fabricantes versus financiadores," conclui Pearman-Wright.

O respeitado economista da indústria aeronáutica Adam Pilarski, da Avitas, concorda que as entregas deste ano estão relativamente seguras. Mas Pilarski alerta para a projeção de queda em 2011.

"O crash tem de acontecer e será severo," afirmou Pilarski.

Ele prevê uma produção combinada da Airbus e da Boeing para 2011, de 666 aviões, uma queda de 30 % dos números atuais. Tanto a Boeing como a Airbus afirmam não preverem estes números.

Porém o crédito está congelado e o dinheiro não está disponível. Companhias de leasing tem de resolver as questões de crédito com as grandes compras recentes de novos aviões.

Elas venderam seus aviões mais antigos ou ações para levantar cerca de 20% do valor necessário para as novas aquisições. Porém, agora elas não têm dinheiro ou crédito.

"A longo prazo o futuro da aviação é sólido," afirma Pilarski. Mas para Grabowski (DVB Bank): "O problema são os anos de 2009, 2010 e 2011."

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