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ABIN
apura a ligação de 6 vítimas com
terrorismo
Rodrigo Rangel,
BRASÍLIA
COLABOROU ANDREI NETTO
O
Estado apurou que o serviço secreto do governo
brasileiro está averiguando a lista de passageiros
do voo da Air France em busca de indícios sobre
eventuais ligações de alguns deles com
grupos terroristas islâmicos. Até
agora não há sinal de que um atentado
tenha provocado a queda do avião, mas a hipótese
não pode ser descartada, segundo uma alta fonte
da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
As
pesquisas se concentram em nomes de seis passageiros
de países árabes. Dois deles teriam nomes
coincidentes com os de suspeitos de envolvimento com
o terror. Para a ABIN, porém, trata-se de homônimos.
"No mundo árabe, os nomes são muito
parecidos. Só na análise de um desses
nomes, chegamos à conclusão de que existem
82 homônimos no mundo", disse a fonte. Nenhum
dos seis passageiros morava no Brasil. Estavam no país
supostamente a negócios. "Alguns, inclusive,
já haviam estado no Brasil antes", disse
o analista da Abin. A Inteligência brasileira
está em contato permanente com o governo francês.
Dois
fatos contribuem para afastar a hipótese de atentado:
o envio de 24 mensagens automáticas indicando
pane no avião, o que não condiz com uma
explosão, e nenhum grupo extremista ter reivindicado
a autoria. Os analistas apostam na perícia de
peças e corpos para averiguar a possibilidade.
Segundo
a revista semanal francesa L’Express, duas pessoas
investigadas pelo serviço secreto da França
estariam entre os passageiros. Elas seriam investigados
por vínculos com células terroristas islâmicas.
A fonte não foi revelada e, segundo a L’Express,
nem o serviço secreto teria certeza da informação.
É possível que sejam homônimos.
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