AF447
Fonte da ABIN disse existir indícios de atentado
terrorista no vôo AF 447
| Nota
Defesa@Net - referente a este artigo a ABIN emitiu
nota na noite do dia 03 Junho 2009. A íntegra
da nota da ABIN pode ser acessada em formato PDF
no link |
Kaiser Konrad
Uma fonte da Agência Brasileira de Inteligência
afirmou hoje a Defesanet que existem indícios
de que um atentado terrorista possa ter causado a queda
do Airbus A330 da Air France.
Segundo
a fonte, que não pode ser identificada, a Agência
está investigando qual seria a origem e a motivação
para uma ação deste tipo no Brasil. Até
o momento nenhuma autoria foi assumida.
Em
27 de maio passado, cinco dias antes do acidente com
o voo AF 447, jornais argentinos informaram que o voo
AF 418 da Air France, que havia chegado ao Aeroporto
de Ezeiza, em Buenos Aires às 8:05, proveniente
de Paris e tinha retorno programado para às 17:05
teve que ser evacuado e vistoriado por equipes da polícia
após o escritório da companhia aérea
receber uma ameaça de bomba por telefone.
“Um
raio nunca derrubou um avião”
Na
tarde desta terça-feira um alto oficial da Força
Aérea Brasileira e especialista em segurança
de voo disse que como fato isolado um raio não
poderia derrubar uma aeronave. Segundo o militar, que
pediu para não ser identificado, o incidente
com um raio somente se combinado com outros fatores
poderia provocar um acidente aéreo.
“A
aeronave atingida por um raio enquanto enfrentava uma
forte turbulência poderia sofrer uma pane nos
sistemas de navegação e um desbalanceamento
no compartimento de carga que provocaria uma falha estrutural
seguida por uma despressurização da cabine
e perda dos sentidos da tripulação”.
Sobre
a possibilidade de que o avião tivesse se chocado
com gelo, o militar disse que o piloto teria sido alertado
pelo radar meteorológico sobre a existência
de formações de gelo a sua frente e teria
tempo para efetuar uma mudança na rota, por isso
acredita que esta possibilidade é improvável
de ter causado o acidente. O militar não acredita
numa ação terrorista, mas afirmou que
“essa hipótese não pode ser descartada”.
Como
o acidente aconteceu em águas internacionais,
pelo Anexo 13 da Convenção de Aviação
Civil Internacional, a investigação das
causas do acidente será de responsabilidade da
França, já que a matrícula da aeronave,
seu operador e fabricante são franceses.
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