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Companhias
aéreas podem investir em viagens de pé
Christopher
Elliot
The New York Times
As companhias aéreas inventaram uma nova resposta
para uma antiga pergunta. Quantos passageiros podem ser
apertados na classe econômica?
Muito
mais agora, ao que parece, especialmente se uma idéia
ainda nos primeiros estágios de desenvolvimento funcionar:
espaços para passageiros de pé.
A
Airbus tem silenciosamente dado a opção de
vagões para passageiros em pé às companhias
aéreas asiáticas, mas nenhuma concordou com
a proposta. Os passageiros desta classe ficariam apoiados
contra uma tábua acolchoada, de acordo com especialistas
que viram a proposta.
Mas
mesmo sem esta opção, as companhias aéreas
têm inserido uma fileira ou duas de poltronas da ala
econômica explorando materiais mais leves e fortes
desenvolvidos por fabricantes de cadeiras, que permitem
encostos mais estreitos. As cadeiras mais finas, teoricamente,
poderiam ser usadas para dar aos passageiros mais espaço
para as pernas, mas as companhias mantêm o mesmo espaço
e, na prática, acrescentam novas fileiras.
O
resultado é um acréscimo de seis lugares em
um típico Boeing 737, gerando um total de 156 e até
12 novos lugares em um Boeing 757, no total 200.
Que
tais possibilidades sejam mesmo consideradas é um
resultado de diversos fatores. O alto custo do combustível,
por exemplo, está tornando difícil para as
companhias aéreas gerarem lucros. A nova tecnologia
de cadeiras por si só, quando usada para adicionar
novos lugares, pode gerar milhões em ganhos anuais.
O novo desenho também reduz o peso de uma cadeira
em até 6 quilos, ajudando a diminuir o consumo de
gasolina. Uma poltrona comum pesa entre 34 e 37 quilos.
Mesmo
assim, enquanto as companhias estão diminuindo o
tamanho das cadeiras na classe econômica, elas instalam
poltronas mais pesadas e maiores do que nunca na primeira
classe e classe executiva. Isso porque cada passageiro nestes
lugares geram muitas vezes o valor de um viajante da classe
econômica.
Na
frente da cabine, a ênfase é em conforto e
amenidades como os sofisticados sistemas de entretenimento.
Algumas das novas cadeiras têm até massageadores
eletrônicos e, é claro, existem as poltronas
leito para os passageiros de rotas internacionais.
Os
especialistas no assunto dizem que toda a publicidade que
as companhias devotam a suas poltronas premium diverge a
atenção do que está acontecendo no
fundo do avião. Na cabine principal, segundo eles,
os fabricantes estão sob intensa pressão de
criar cadeiras mais eficientes.
Há
uma pequena boa noticia a respeito das cadeiras mais finas
da classe econômica. Elas oferecem uma largura maior
porque os eletrônicos, antes posicionados no apoio
do braço, estão sendo colocados em outros
locais.
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