06 de Novembro, 2012 - 09:30 ( Brasília )

Aviação

Bombardeiros Su-24 passam à reforma

O bombardeiro tático Su-24M continua a ser o aparelho de ataque principal da força aérea tática da Rússia. Até 2020, no entanto, a grande maioria desses aviões será substituída pelos novíssimos bombardeiros Su-34.

Ilya Kramnik

Mais um acidente com um Su-24M, avião que mantém a liderança dos acidentes da FA russa, voltou a levantar a questão da perspetiva de renovação da frota de aviões de ataque. Neste momento, a capacidade de combate do bombardeiro é mantida também graças à modernização destes aviões para a versão Su-24M2. Essa decisão, porém, não permitirá aumentar o seu tempo de vida útil em mais de 12-15 anos. Durante esse período, a aviação tática russa deverá renovar totalmente a sua frota de aviões de ataque.

No anterior salão aeronáutico, realizado nos meados de agosto de 2011, o comandante em chefe da Força Aérea russa Zelin declarou que a FA tenciona adquirir 120 bombardeiros táticos Su-34 que irão formar cinco esquadras de 24 aviões cada. Os aviões já estão a ser recebidos pelos militares: estão em vigor dois contratos de fornecimento desses aparelhos. O primeiro foi assinado em 2008 e previa o fornecimento de 32 aeronaves nos anos 2009-2013. Até hoje, a FA recebeu 16 aparelhos e até ao fim do ano, depois da entrega de mais uma remessa, o seu número irá aumentar para os 26.

No próximo ano irá ter início o cumprimento do segundo contrato, que prevê a entrega de 92 aviões entre 2013 e 2020. Não é de excluir nos próximos 2 a 3 anos haja planos para a aquisição de mais Su-34, a FA russa necessita de aparelhos dessa classe.

Considerando os ritmos de produção existentes, se pode prevêr que até 2025 o número de Su-34 chegue aos 180 aviões. Nesse caso, eles terão substituido na totalidade os bombardeiros Su-24M e M2 que equipam a Força Aérea, sendo os aparelhos em melhor estado retirados para bases de conservação.

Comparando o Su-34 com o seu antecessor, se pode afirmar que a nova máquina têm capacidades bastante superiores na utilização de armas de grande precisão e, além disso, se distingue por maior capacidade de sobrevivência devido à blindagem das partes vitais do aparelho. Os motores mais econômicos, conjugados com uma maior capacidade de armazenagem de combustível, dão ao Su-34 uma maior autonomia de voo: mais de 2000 quilómetros à velocidade de cruzeiro e mais de 1100 à velocidade supersônica, contra os 1000 e 560 quilómetros respetivamente do Su-24. Com um reabastecimento, o raio de ação do Su-34 sobe para 3000 quilómetros, o que permite a esses aviões atingir, a partir de território da Rússia, quaisquer alvos na Eurásia, Norte de África e mares adjacentes.