05 de Novembro, 2012 - 10:23 ( Brasília )

Aviação

Caças Sukhoi nos céus da Índia


A Índia irá formar em dezembro a oitava esquadra de caças Su-30MKI que irá ficar instalada na base aérea de Sirsa no estado de Haryana. Já é a terceira esquadra de Su-30MKI da força aérea indiana a ser instalada nos últimos 14 meses perto da fronteira com o Paquistão.

A esquadra de Su-30MKI de Sirsa será responsável pela defesa do espaço aéreo do norte da Índia e estará incluída na estrutura do Comando Aéreo do Norte da Índia, com base em Nova Deli, juntamente com outras 15 bases aéreas. Em agosto de 2010, a força aérea indiana instalou pela primeira vez uma esquadra de Su-30MKI em Tezpur, estado de Assam, no nordeste do país, para contrabalançar a China. Em março do ano passado, igualmente no estado de Assam, foi instalada uma outra esquadra de Su-30MKI na base aérea de Chabua.

Também existem esquadras de aviões Sukhoi noutras bases aéreas em zonas fronteiriças da Índia. No entanto, a força aérea indiana ainda está longe de completar os seus planos de ter 17 esquadras destes caças até 2018 com um total de 272 aparelhos Su-30MKI, considera o comando militar da Índia.

A Índia adquiriu os primeiros Su-30 em 1997, recebendo da Rússia 50 aparelhos já prontos. Mais tarde foi assinado um contrato para o fabrico sob licança desses aviões nas fábricas da corporação aeronáutica indiana Hindustan Aeronautics Limited (HAL). O Su-30MKI foi desenvolvido para ter em conta as exigências da FA indiana. O avião está equipado com duas. O radar instalado no aparelho garante uma deteção do alvo a uma distância não inferior a 120-130 km. O caça tem a capacidade para transportar praticamente todo o espectro de armamento aeronáutico num peso total até oito toneladas. A autonomia de voo sem reabastecimento é de até 3000 km e com um reabastecimento é de até 5200 km.

Num futuro próximo, os Su-30MKI serão equipados com mísseis BrahMos. Esses mísseis já equipam as forças terrestres e a marinha de guerra indianas. Os caças Su-30MKI equipados com esses mísseis serão uma arma poderosa da FA da Índia. No futuro ainda está programada a execução do programa do fabrico conjunto de aviões de quinta geração, considera o diretor do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias Ruslan Pukhov:

“Este programa irá associar a força aérea russa à força aérea indiana e a indústria russa à indústria indiana nos próximos trinta anos. Penso que, além do BraHmos, este programa será uma espécie de ponte para a criação de um espaço comum técnico-militar e que, no futuro, iremos executar em conjunto com os indianos muitos mais programas.”

O nome oficial do avião de quinta geração é PAK FA (Conjunto promissor da aviação tática), o nome de trabalho é T-50. O contrato de conceção do projeto de design técnico da versão indiana do PAK FA recebeu o nome de FGFA (Fifth Generation Fighter Aircraft). O caça de quinta geração é um novo estádio no desenvolvimento da aviação militar. Ele possui uma série de capacidades únicas, conjugando as funções de avião de assalto, de bombardeiro e de caça; além de poder desempenhar missões de combate com quaisquer condições de tempo e a qualquer hora do dia ou da noite.

Ele se distingue pelo seu elevado nível de aviónica, eletrónica e informática de bordo. O radar do caça vê tudo o que se passa no ar e em terra a uma distância de várias centenas de quilómetros. Ele pode seguir múltiplos alvos apontando-lhes simultaneamente as armas do caça. Ao lançar um leque de mísseis, o avião pode simultaneamente atacar com tiro de precisão todos os alvos tanto aéreos como terrestres. Além disso, o radar de um certo modelo permite certografar o terreno, transmitir os dados da situação tática para outros aviões e efetuar a defesa radioeletrônica.

A vantagem do T-50 é que o caça russo disparar mísseis a uma velocidade supersônica. Já o Raptor norte-americano para fazer os mísseis saírem dos compartimentos interiores tem de passar para uma velocidade subsônica. Ao contrário da versão russa monolugar, o caça indiano terá dois lugares. A Índia se prontificou a gastar cerca de 35 bilhões de dólares durante 20 anos para a conceção, fabrico e entrada no ativo de 250-300 caças de quinta geração.