11 de Outubro, 2012 - 09:53 ( Brasília )

Aviação

Boeing planeja acelerar produção de jato 787


A Boeing informou nesta quarta-feira que colocou sua cadeia de fornecimento global de peças sob controle para a produção do jato 787 Dreamliner e que planeja aumentar o número de aviões montados, num salto que pode expor novos gargalos no suprimento da empresa, segundo um fornecedor japonês.

A companhia equipou pelo menos quatro cargueiros 747 com fuselagens maiores, apelidados de "Dreamlifters", para reunir peças de todo o mundo para seus jatos 787, montados em fábricas em Washington e na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

A Boeing está tentando compensar atrasos anteriores causados, em parte, por dificuldades na gestão de 325 fornecedores que produzem peças para o 787 em 5 mil fábricas pelo mundo. A Boeing produz três unidades e meia do jato de compósito de carbono por mês. A empresa planeja aumentar a produção para cinco por mês até o final do ano e elevar esse número para 10 por mês até o fim de 2013.

A nova meta foi descrita nesta quarta-feira por como "muito difícil" por Jeffrey Luckey, executivo da Boeing encarregado pela administração do fornecimento de peças do avião. "Tivemos alguns erros ao longo do caminho. Estamos atualmente no caminho de atingirmos 10 por mês", disse Luckey em uma apresentação em Nagoya, Japão.

O 787 é o jato mais terceirizado da história da Boeing e companhias japonesas como Fuji Heavy Industries e Mitsubishi Heavy Industries são responsáveis por mais de um terço de seus componentes, incluindo as primeiras asas produzidas fora dos Estados Unidos.

Na fábrica da Fuji Heavy perto de Nagoya, o gerente da unidade, Hiroyuki Ishikawa, está preparando uma nova linha de produção para a um componente que conecta as asas do 787 a sua fuselagem. A fábrica é a única fornecedora do componente, que tem cerca do tamanho de uma casa pequena.

Apesar de demonstrar confiança de que a fábrica poderá acompanhar a planejada aceleração na montagem do 787 nos EUA, o aumento da produção, segundo Ishikawa, pode "expor gargalos" na disponibilidade de peças de fornecedores secundários. A Fuji Heavy compra componentes de cerca de 160 companhias no Japão e no exterior.