17 de Maio, 2012 - 09:25 ( Brasília )

Aviação

Rússia pretende diminuir exportações de aviões militares


Será possível aumentar as exportações de caças militares russos e que tipos de aviões entrarão em serviço da FA da FR nos próximos tempos? Estas e outras questões estiveram em cima da mesa redonda que decorreu na sede da emissora Voz da Rússia.

É sobejamente sabido que, no segmento da aviação de combate, a Rússia ocupa as posições especialmente fortes. Tais aviões como Su-30 ou Mig-29 são bem conhecidos em diversos países e, sobretudo, nos Estados do Sudeste Asiático. Todavia, a principal tendência nos próximos dez anos será a reorientação do setor aeronáutico russo para as crescentes necessidades do mercado interno, constata o perito na matéria, Konstantin Makienko.

"Num período entre os anos de 1992 e 2012, a indústria aeronáutica russa se baseava em exportações de aviões militares. Hoje em dia, o setor se desenvolve à custa de encomendas internas feitas pelo MD da FR."

Em opinião do perito, as causas disso residem, antes de mais, na saturação dos mercados chinês e indiano. O ramo aeronáutico da China registra um desempenho acelerado e dinâmico. A titulo de comparação veja as estatísticas: no período entre 1999 e 2003 a China encomendou 128 engenhos voadores. Mas no período compreendido entre os anos 2006 e 2010 não fez nenhuma encomenda. A procura indiana também diminuiu em mais de 50%.

A quebra das exportações russas será compensada com as avolumadas compras centralizadas internas. As maiores aquisições - até 600 aviões – serão feitas pelo ramo de aviação tática. Se olharmos para o ano de 2020, por aí será necessário apostar no avanço do segmento de aviação comercial, tendo como a base técnica os engenhos da família MC-21 ou Superjet-100. Até o recente acidente trágico, ocorrido há dias na Indonésia, não será capaz de afetar o prestigio do projeto, realça Konstantin Makienko e prossegue.

"A catástrofe pode não ter impacto negativo sobre o projeto. Casos semelhantes também houve no passado. Na fase inicial de uso, se despenhou um A-300, em 1994, caiu um A-330, mas estes acidentes não influíram no destino de respectivos projetos bem sucedidos."

No domínio de aviação militar, precisamos de um projeto sério que favoreça as exportações estáveis. As vendas do T-50 serão limitadas por causa do elevado preço. Por isso, deve-se proceder ao desenvolvimento dinâmico de um complexo aéreo menos dispendioso. Por outro lado, a aviação de longo percurso tem boas perspectivas de modernização, considera o presidente do Conselho Social junto do Ministério russo da Defesa, Igor Korotchenko.

"Face à modernização do bombardeiro de longo percurso Tu-160, este avião poderá exercer uma série de funções diversas, podendo ser utilizado, devido à versatilidade, como um engenho de combate à média distância."