22 de Março, 2012 - 09:16 ( Brasília )

Aviação

Embraer pode disputar de novo licitação nos EUA

Lucro da empresa despencou 72% em 2011, a R$ 156 milhões, devido a perdas no 4 trimestre

Aguinaldo Novo

A Embraer informou ontem que, dependendo "das novas condições", avalia disputar novamente a licitação para fornecimento de jatos para a Força Aérea dos Estados Unidos, um negócio avaliado em, no mínimo, US$ 355 milhões. O primeiro leilão, vencido pela empresa brasileira, foi cancelado no mês passado sob alegação de problemas na documentação.

- Nossa participação vai depender das condições da nova concorrência. Acreditamos que vamos ter capacidade de atendê-las, mas vamos esperar - afirmou o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, Paulo Penido, em teleconferência sobre o balanço da empresa em 2011.

Em parceria com a americana Sierra Nevada, a Embraer forneceria ao menos 20 aparelhos do Super Tucano. O impasse começou quando a rival Hawker Beechcraft entrou na Justiça contestando a licitação.

O cancelamento chegou num momento de perdas para a Embraer, que fechou o quarto trimestre de 2011 com prejuízo de R$ 171,6 milhões. No ano, o lucro ficou em R$ 156,3 milhões, queda de 72,7% sobre 2010. O desempenho operacional no último trimestre de 2011 foi atribuído ao aumento das provisões, depois do cancelamento de vários pedidos da AMR, controladora da American Airlines, em concordata.

Gol promete a sindicato evitar novas demissões
Já a Gol, apesar de não ter conseguido a adesão esperada ao plano de licenças não remuneradas encerrado na sexta-feira, comprometeu-se ontem a negociar com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) uma alternativa para reduzir seus quadros sem novas demissões, pelo menos até semana que vem. Em reunião com dirigentes do SNA, a Gol informou ter em seus quadros um excedente de 120 pilotos e 100 comissários de bordo. Esta seria a meta de adesão ao plano. A Gol não divulgou o resultado, mas, segundo fontes ligadas aos funcionários, somente 16 teriam optado pela licença.

Segundo o presidente do SNA, Gelson Fochesatto, entre novembro e janeiro a Gol demitiu cerca de 20 pilotos, 1% do total. Ele negou rumores de que a empresa estaria demitindo para recontratar pela WebJet, da qual é controladora, por salários menores.