11 de Janeiro, 2019 - 09:20 ( Brasília )

Aviação

Iata preocupa-se sobre impacto de falta de acordo para Brexit na aviação


Medidas para permitir que voos continuem entre a União Europeia e a Inglaterra no evento de uma saída desordenada do Reino Unido do bloco de países europeus provavelmente não serão suficientes para se evitar interrupções e cancelamentos, afirmou o presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), nesta quinta-feira.

A Inglaterra deve deixar a UE em 29 de março, mas a menos de três meses para isso a premiê britânica Theresa May tem fracassado na tentativa de obter apoio para um acordo de saída, aumentando a perspectiva de uma quebra nas relações sem acordo para regulá-las.

“Estamos um pouco preocupados porquer as primeiras diretrizes foram emitidas e, eu creio, representam restrições sobre o tráfego”, disse o presidente da Iata, Alexandre de Juniac.

Ele afirmou que as medidas foram baseadas no tráfego entre a UE e a Inglaterra em 2018 e não levam em consideração aumentos planejados de voos para este ano. Isso vai implicar que no caso de uma saída sem acordo os voos terão que começar a ser ajustados ou mesmo cancelados assim que o tráfego atingir o teto de 2018, disse Juniac.

“Espero que possamos convencer o Reino Unido e as autoridades europeias a serem mais flexíveis”, disse ele a jornalistas. Juniac também disse que não acredita que os aviões ficarão imediatamente impedidos de voar se a UE e a Inglaterra não atingirem um acordo antes de 29 de março.

Ex-chefes de defesa britânicos alertam que acordo do Brexit de May ameaça segurança nacional

Dois ex-chefes da área de defesa britânicos disseram que o acordo do Brexit da primeira-ministra Theresa May ameaça a segurança nacional se for aprovado pelos parlamentares na próxima semana, noticiou a Sky News nesta quinta-feira.

O ex-chefe do Serviço Secreto de Inteligência Richard Dearlove e o ex-chefe do Estado Maior de Defesa Charles Guthrie advertiram que o acordo “ameaçará a segurança nacional do país de maneiras fundamentais”, numa carta aos líderes do Partido Conservador obtida pela Sky.