18 de Agosto, 2017 - 10:00 ( Brasília )

Aviação

Esquadrão Escorpião inicia Exercício Operacional em Boa Vista

O objetivo é propiciar adestramento, treinamento e avaliação do Esquadrão Aéreo em um cenário tático definido

Tenente Ranyer / Tenente João Elias


O Esquadrão Escorpião (1°/3° GAV), em Boa Vista (RR), iniciou, na quarta-feira (16), a manobra interna denominada “Full Throttle” (Motor a Pleno). O exercício, que terá a duração de aproximadamente dois meses, é um treinamento que envolve todos os pilotos de caça da Ala 7, com o objetivo de propiciar adestramento, treinamento e avaliação do Esquadrão Aéreo, em um cenário tático definido, além de ser a etapa final do Curso de Formação dos Líderes de Esquadrilha da Aviação de Caça (CFLEC).

Após o recebimento de uma ordem, por meio do sistema de inteligência do Esquadrão Aéreo, na qual consta quantidade de armamento, coordenadas do alvo e demais informações necessárias para a realização do ataque, os pilotos iniciam todo o planejamento da missão, que pode envolver até seis aeronaves voando no mesmo horário, entre as de ataque, que executarão a destruição do alvo propriamente dito, e as de escolta e varredura, responsáveis pela proteção da força atacante contra a incursão ou interceptação de uma força oponente, que também estará presente nesse cenário.

Pilotos realizando planejamento para a missão
 
Navegação a baixa altura

Todo o contexto da manobra é preparado para que a situação fictícia seja explorada ao máximo e, assim, os conceitos e missões, que são trabalhados na aviação, tenham uma aplicabilidade no cenário tático.

Para isso, o 1°/3° GAV criou uma Célula de Avaliação de Resultados (CAR), que consiste em um grupo de pilotos que, por meio do download de vídeo da aeronave, pode analisar a efetividade de um ataque, avaliando a destruição ou não daquele alvo e atualizando o contexto da manobra.

Nas missões de reconhecimento visual, nas quais os pilotos aproveitam o regresso de um ataque para levantar dados sobre determinadas localizações previamente coordenadas pelos órgãos operacionais superiores, por exemplo, a CAR avalia as informações passadas pelos pilotos que realizaram o reconhecimento para incrementarem o estudo do alvo pelos pilotos que o atacarão futuramente.

“Para que o objetivo da missão seja concluído com sucesso, diversos conceitos e técnicas da Aviação de Caça são utilizados, preparando todos os pilotos, inclusive os instrutores, não só para o desempenho das missões que o 1°/3° GAV é capaz de realizar, bem como prepara para os desafios futuros da ´primeira linha´, em aeronaves de alto desempenho e de última geração, que é o caso do Gripen NG”, avalia o comandante do Esquadrão Escorpião, Tenente-Coronel Aviador Ricardo Bevilaqua Mendes.

“A estrutura disponibilizada para esses pilotos é inovadora e eficaz, ao passo que os recursos tecnológicos em estações de planejamento de missão e de avaliação de desempenho, após a execução da missão, por meio do download do voo das aeronaves, permitem um estudo detalhado de todos os passos que foram realizados na missão e um ganho de conhecimento que tornarão as gerações futuras dos líderes da aviação de caça cada vez mais preparadas e capacitadas”, complementa.

O Tenente Aviador Diego Araújo de Carvalho ingressou na aviação de caça em 2015 no Esquadrão Joker (2°/5° GAV). Ele pilota as aeronaves A-29 Super Tucano do 1°/3° GAV desde o ano passado e agora espera colocar em prática tudo que aprendeu em sua formação.

“Depois de tantos anos de muita dedicação, enxergo agora a última fase do curso. Relembro tudo que passei até aqui e me preparo para concluir com êxito mais essa importante etapa e assim entrar para o seleto grupo de líderes da aviação de caça. Essa será uma fase que exigirá maior dedicação de todos os pilotos, pois os conceitos de todos os tipos de missões que estudamos e vivenciamos até aqui serão colocados em prática com um objetivo comum”, ressalta.

Além dos conceitos, tarefas e missões inerentes à aviação de caça, o Exercício “Full Throttle” abordará diversas atividades que envolvem um contexto de conflito internacional, entre elas, inteligência, logística e comunicação social, todas voltadas à parte operacional.

“A previsão é que os pilotos possam imergir no cenário tático, desenvolvendo, ainda, trabalhos voltados para a parte operacional, aprimorando seus conhecimentos em cada área de atuação”, conclui o Tenente-Coronel Bevilaqua.

Ataque simulado em uma ponte
 
Pilotos fazendo análise da missão

Fotos: Ala 7 / Agência Força Aérea - FAB

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