08 de Agosto, 2011 - 11:20 ( Brasília )

Aviação

EUA investigam queda de helicóptero que matou 38 no Afeganistão

Otan faz operações de busca dos destroços da aeronave, cuja queda matou 30 militares americanos, sete afegãos e um intérprete

Forças militares dos Estados Unidos investigam se a queda do helicóptero que deixou 30 militares americanos, sete afegãos e um interpréte mortos foi provocada por insurgentes do Taleban na noite de sexta-feira.

O grupo rebelde assumiu autoria pelo pior acidente isolado com tropas estrangeiras em quase uma década de guerra. Segundo os talebans, o helicóptero foi derrubado diante de uma granada lançada por foguete.

Em Washington, uma fonte do governo americano disse que o helicóptero pode ter sido derrubado. O Pentágono e a força da Otan no país afirmaram que a causa do acidente está sendo investigada.

O acidente, o pior para as forças americanas desde o início da ofensiva no país, em 2001, ocorreu duas semanas depois que forças de segurança começaram a passar a responsabilidade pela segurança no Afeganistão a tropas e a policiais afegãos - operação que deve ser concluída até o fim de 2014.

O helicóptero militar modelo Chinook caiu no centro da província de Maidan Wardak, a oeste da capital Cabul. A maioria dos americanos mortos eram integrantes do Navy Seal, unidade militar que comandou a operação que matou o líder fundador da Al-Qaeda, Osama bin Laden, no Paquistão. Um autoridade americana disse, no entanto, que nenhum dos mortos havia participado da operação que matou Bin Laden.

estroços

A Otan anunciou que prosseguia com a operação de recuperação dos destroços do helicóptero americano derrubado. "As operações de recuperação continuam", disse à agência France Presse um porta-voz das forças da Otan no Afeganistão.

Também neste domingo, quatro militares da Otan morreram em dois diferentes ataques no sul e leste do país. O governo da França informou que pelo menos dois soldados franceses morreram e cinco ficaram feridos em um combate contra insurgentes no vale afegão de Tagab, no leste do país.

*Com AFP, Reuters e EFE