11 de Dezembro, 2015 - 10:40 ( Brasília )

Aviação

Infantaria da Aeronáutica - Ordem do Dia

Cerimônia marca os 74 anos da Infantaria da Aeronáutica. Em Brasília, cerimônia reúne militares da ativa e da reserva

COMGAR


Nascida concomitantemente com o Ministério da Aeronáutica, desde a criação das seis primeiras Companhias de Infantaria de Guarda em 11 de dezembro de 1941, a INFANTARIA DA AERONÁUTICA vem evoluindo em sua organização e funcionamento, bem como no desenvolvimento de suas doutrinas, táticas e técnicas de preparo e de emprego dos seus militares.

Ao completar setenta e quatro anos de profissionalismo e dedicação, vive momentos de significativas mudanças em sua concepção de emprego e de modernização de seus meios, com a finalidade de se adequar às necessidades atuais da Força Aérea.

Com a evolução da “Guerra Moderna”, cada dia mais, a Infantaria da Aeronáutica deve estar capacitada a, prontamente, responder a variados tipos de ameaças, com as características adequadas como: mobilidade, poder de combate (letal e não letal), comando e controle, auto proteção, flexibilidade e versatilidade, com baixo custo e economia de meios materiais e de pessoal.

Com foco na missão da Força Aérea de “MANTER A SOBERANIA DO ESPAÇO AÉREO NACIONAL COM VISTAS À DEFESA DA PÁTRIA” e de acordo com a nova Doutrina da Básica da FAB, consolida-se como componente operacional responsável pela Tarefa Básica de Proteção da Força, promovendo um ambiente operacional seguro necessário ao emprego da Força Aérea, bem como contribuir para outras Ações de Força Aérea necessárias para alcançar os efeitos desejados.

Além de ser responsável pela condução de atividades subsidiárias como contraincêndio, honras militares, instrução militar, recrutamento e mobilização e tantas outras; a Infantaria da Aeronáutica vem preparando seus militares para assumirem o papel principal nas Ações de Força Aérea em que isso lhe for de competência.

Mediante a criação do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea consolida o projeto da 1ª Brigada de Defesa Antiaérea, cuja missão consiste em defender as infraestruturas críticas do SISDABRA e cuja competência foi reconhecida durante os Grandes Eventos, ressaltando a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Ainda resta a expectativa quanto à introdução de meios antiaéreos de maior alcance, que permitirão a defesa contra ameaças aeroespaciais contemporâneas.

Com inúmeros combatentes da nobre arma da Infantaria da Aeronáutica compondo as Equipes de Salvamento e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, tem provido incondicional apoio à Ação de Busca e Salvamento, realizada pelos Grupos de Aviação envolvidos, e ao desenvolvimento da capacidade de Busca e Salvamento em Combate (C-SAR).

Nas atividades de Operações Especiais, tem unido esforços para o desenvolvimento da doutrina necessária às Ações de Força Aérea de Ação Direta, de Guiamento Aéreo Avançado e de Reconhecimento Especial, além de treinamento intenso para o preparo e emprego na Ação de Contraterrorismo, utilizando-se da experiência na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

As Ações de Força Aérea de Autodefesa de Superfície, Polícia da Aeronáutica e Segurança das Instalações completam as previstas a serem protagonizadas pela Infantaria e consolidam a Segurança e Defesa da FAB. Com a finalidade de garantir o grau de segurança necessário das instalações, dos equipamentos e do pessoal do interesse do Comando da Aeronáutica, com o grau de excelência desejado, a Infantaria da Aeronáutica busca, de maneira incessante, os conhecimentos e os equipamentos que permitam o preparo e o emprego das Unidades de Infantaria para a consecução de ações de superfície defensivas, ofensivas e de proteção de maneira a promover um ambiente operacional segura para as Operações Aéreas.

A modernização e fortalecimento do Sistema de Segurança e Defesa, com a utilização de equipamentos de vigilância eletrônica, torna cada dia mais efetivo o controle de acesso e a vigilância das Organizações Militares do Comando da Aeronáutica.

Sua participação como vetor de combate terrestre têm sido marcante durante todos os “Grandes Eventos” realizados no país, bem como nas Operações ÁGATA, AMAZÔNIA, ANHANDUÍ e tantas outras que marcam a evolução das atividades das Forças Armadas.

Com a finalização da participação da Infantaria da Aeronáutica na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH), por ocasião do término da atuação do vigésimo primeiro Contingente Brasileiro, encerra sua missão, tendo reconhecida as suas capacidades e demonstrando estar preparada para as atividades operacionais desse cunho. Oficiais de graduados da FAB ainda participam do Estado-Maior Conjunto do Batalhão brasileiro e está pronta a viabilizar o seu retorno à MINUSTAH ou a sua participação em outras Operações de Paz.

Seja o dia 11 de dezembro, em que comemoramos o “Dia da Infantaria”, a oportunidade para refletirmos sobre o longo caminho percorrido pelo vetor de combate terrestre da FAB, que hoje se consolida como elemento imprescindível para a garantia da sobrevivência das operações aéreas, certeza essa expressa pelo lema: “Defendendo na terra o domínio do ar”.

Parabéns aos nossos infantes do ar.

“Na guerra ou na paz, a lutar – Salvaguarda da Aviação.”

Ten Brig Ar GERSON NOGUEIRA MACHADO DE OLIVEIRA
Comandante-Geral de Operações Aéreas

 

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