01 de Julho, 2015 - 15:40 ( Brasília )

Aviação

CSAR - Treinamento de Busca e Salvamento em combate reúne cerca de 350 militares

A atividade envolve mais de dez esquadrões na Base Aérea de Campo Grande

Cerca de 350 militares estão na Base Aérea de Campo Grande (BACG) para o Exercício Operacional de Busca e Salvamento em Combate (CSAR 2015). A atividade vai até o próximo domingo (05/07) e envolve esquadrões de helicóptero, caça e artilharia antiaérea da Força Aérea Brasileira (FAB).

O treinamento simula resgates de militares em território inimigo, em um cenário de combate. A missão envolve helicópteros, aviões e unidades em solo. Uma parte dos participantes representa as forças amigas e a outra faz o papel de força oponente. “Essa operação tem como principal objetivo a aplicação dos aspectos doutrinários e os conhecimentos técnicos dentro da Aviação de Busca e Salvamento em combate”, explica o Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), Brigadeiro do Ar Roberto Ferreira Pitrez.

A busca e salvamento ocorrem sob a ameaça de aeronaves de caça ou helicópteros de ataque, além de artilharia antiaérea. A CSAR envolve voo de formatura, escolta, infiltração, exfiltração aérea e guiamento aéreo avançado. As atividades acontecem de dia e a noite, com o auxílio de óculos de visão noturna. “O grande detalhe é que nós estaremos operando em um teatro de área inimiga. Nossos helicópteros têm que possuir equipamentos especiais para cumprirem a missão com segurança e resgatar o nosso combatente que por acaso tenha sido abatido ou se ejetado em área inimiga”, comenta o oficial-general. 

Participam do exercício os helicópteros AH-2 Sabre, H-60 Black Hawk, H-36 Caracal, H-34 Super Puma e H-1H, além de caças A-29 Super Tucano e uma aeronave SC-105 Amazonas. Também fazem parte os Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE), o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1° GCC) e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS). 

Mesmo sendo uma operação voltada para uma situação de combate, o Brigadeiro Pitrez explica que as atividades podem ser utilizadas em outros casos. “Os conhecimentos de resgate em combate também podem ser aplicados em tempos de paz, ou seja, as técnicas utilizadas em combate são as mesmas técnicas que nós usamos em um resgate ou salvamento em tempo de paz”, revela.

O exercício é dividido em três partes. A primeira consiste em aulas e briefings, para nivelamento doutrinário entre as unidades; na segunda ocorrem voos de formação e elevação operacional; a última parte será a análise e avaliação das técnicas e táticas executadas. O evento é coordenado pela Segunda Força Aérea (II FAE), unidade responsável pelo preparo e emprego operacional das unidades de busca e salvamento da Força Aérea Brasileira.
 

Exercício Caiçara capacita militares da Intendência e Engenharia da Aeronáutica


A Base Aérea de Santos (BAST), no Guarujá, litoral de São Paulo, está sediando desde o dia 22/06 (segunda-feira) o Exercício Caiçara 2015. Essa é a primeira vez que o Estágio de Engenharia Operacional (EEOP), coordenado pela Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (DIRENG) e o Estágio de Intendência Operacional (EIOP), coordenado pela Diretoria de Intendência da Aeronáutica (DIRINT), são realizados em conjunto.

A parceria tem como objetivo proporcionar uma maior economia de meios e recursos, além de possibilitar a consolidação e o exercício de doutrina integrada de apoio logístico ao desdobramento das unidades aéreas e de aeronáutica, e de capacitar os militares a exercerem atribuições específicas durante exercícios e operações. Este é o primeiro exercício que está sendo realizado na BAST após a reativação em novembro de 2014.

Ambos os Estágios têm por finalidade habilitar oficiais, graduados e praças à logística operacional da Força Aérea Brasileira, desenvolvendo e padronizando técnicas e procedimentos em apoio a instalações de campanha. Os estágios acontecem mediante ativação de uma Organização Militar eventual, o Escalão Móvel de Apoio (EMA), e das Unidades Celulares (UC) que o constituem – Intendência (UCI), Engenharia (UCE), Saúde (UCS), Segurança e Defesa (UCD) e Tecnologia da Informação (UCTI), bem como uma unidade de apoio especializada em Comunicações e Controle (GCC) em localidades remotas ou desprovidas de infraestrutura básica, seja em treinamento ou em emprego real no Brasil ou no exterior.

Ao todo, 35 militares entre oficiais, graduados e praças estão realizando o Estágio de Engenharia Operacional. O curso capacita os militares a serem planejadores e operadores logísticos para composição de uma Unidade Celular de Engenharia (UCE), que fornece apoio de engenharia em ambiente de campanha, como a organização e preparo do terreno, fornecimento e instalação de energia elétrica, saneamento básico, fornecimento de água, manutenção de equipamentos, dentre outros.

Já o Estágio de Intendência Operacional está dividido em dois módulos: o módulo I é destinado à capacitação de 66 militares entre graduados e praças de várias organizações militares de todo país como operadores logísticos de Unidade Celular de Intendência (UCI).

Esta unidade fornece apoio necessário para que militares em campanha possam estar em condições de realizar suas atividades, por intermédio do fornecimento de um ambiente que lhes proporcione o bem estar físico, psicológico e espiritual do efetivo apoiado, como o fornecimento de refeições de excelente qualidade, hospedagem, higienização, apoio médico, bem como serviços de barbearia e atendimento religioso.

O módulo II do EIOP é direcionado aos Aspirantes-a-Oficial intendentes que atuarão como planejadores e gestores logísticos da UCI. Este ano a turma é composta por 46 estagiários que estão sendo capacitados para realizar um planejamento logístico consistente, bem como gerenciar todas as atividades logísticas desde a fase do levantamento de material necessário até a reversão de meios empregados.

Os aspirantes montaram as 30 barracas, de diferentes modelos, para cada área, participando também da montagem das instalações elétricas e hidráulicas do acampamento, além de receberem instruções teóricas voltadas ao planejamento de apoio logístico ao homem, por meio de estudos de casos relacionados ao fornecimento de energia elétrica, água potável e alimentação ao efetivo desdobrado.

Segundo a Comandante do EMA, Major Intendente Késia Guedes Arraes Gomes, a parceria entre DIRENG e DIRINT foi de extrema importância para o treinamento e a capacitação conjunta entre os Estágios: Estamos operando em condições que se assemelham à realidade. O nosso objetivo é capacitar o militar da FAB para que, em qualquer momento, em qualquer lugar e sob quaisquer condições, ele esteja apto a responder ao chamado da Força Aérea Brasileira. Estamos prontos para apoiar o homem onde a FAB estiver e onde o Brasil precisar. Nossa visão de futuro é integrar outras Unidades em prol não apenas da Intendência, mas da Logística Operacional”.

A estrutura montada para o Exercício Caiçara 2015 é utilizada em situações de guerras, ajuda humanitária, desastres naturais, como no terremoto do Haiti, em 2010, ou em operações conjuntas ou interagências, como nas Operações Ágata. Cerca de 300 militares estão envolvidos no exercício e todos estão usando as barracas e instalações (módulos sanitários, refeitórios e alojamentos) do acampamento para vivenciar o dia a dia de uma operação real. O Exercício Caiçara termina no dia 2 de julho.