26 de Março, 2015 - 10:00 ( Brasília )

Aviação

Lockheed pode perder incentivo financeiro por atraso em software

Problemas com software continuam a atrasar programa que já custa aproximadamente 400 bilhões de dólares

Por Andrea Shalal – Texto da Reuters

Tradução adaptação e edição – Nicholle Murmel

A Lonckheed Martin pode perder parte de alguns incentivos financeiros por conta do atraso na entrega da versão final do software 2B para a aeronave de caça F-35. A informação foi dada na última terça-feira (24) pelo general da Força Aérea americana responsável pelo programa de desenvolvimento do avião, estimado em 392 bilhões de dólares.

O chefe do programa, Chris Bodgan, disse que o programa, em destes em dezembro do ano passado, apresentou problemas com a capacidade de o avião integrar dados sobre ameaças em terra quando quatro unidades do F-35 estavam voando ao mesmo tempo. Mas o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos ainda planeja declarar seus F-35B prontos para uso em combate em julho deste ano, completou.

A falha no software já estava sendo corrigida e nos testes já estão sendo conduzidos, explicou Bodgan, mas a versão final do programa não deve ficar pronta até o segundo semestre – a previsão inicial era de conclusão em junho.

Como resultado dessa demora, a Lockheed pode perder parte dos 300 milhões de dólares em incentivos que estavam ligados ao desenvolvimento completo de três pacotes de software distintos – 2B, 3I e 3F – para a aeronave. “[A empresa] não receberá nada [dos incentivos] caso não conclua os programas 2B, 3I e 3F com capacidade total e dentro do cronograma”, disse o chefe, prevendo que o software 2B demoraria de quatro a cinco meses a mais para ficar pronto.

O porta-voz da Lockheed, Michael Rein, disse que o incentivo financeiro para o desenvolvimento do 2B era apenas uma parte do recurso disponível para os softwares do Joint Fighter, e que a quantia seria determinada uma vez que a versão final do programa fosse entregue.

Bodgan explicou ainda que o Corpo de Fuzileiros Navais estava dando continuidade à versão atual do 2B, e modificaria seu  modo de uso dos F-35 para compensar as deficiências no software.

Por exemplo, o problema de fusão de dados não aconteceu com apenas duas aeronaves operando ao mesmo tanto, o que significa que os Marines pode operar com duas duplas de aviões em vez de configur[a-los em um grupo de quatro.

O chefe do programa do F-35 disse ainda que a versão atual do programa 2B era segura para os pilotos, e que integração de dados poderia ser consertada dentro dos esforços de desenvolvimento do programa 3I, mas que a pressão para que a falha fosse corrigida já acontece agora para evitar mais atrasos.

O general declarou que o programa de desenvolvimento da aeronave está caminhando bem de forma geral, com os custos lentamente diminuindo e com elementos-chave sendo concluídos conforme os cronogramas.

Bogdan acrescentou que algumas nações interessadas em adquirir o F-35 nos próximos anos esperam diminuir ainda mais os custos de produção encomendando o equivalente a vários anos de estoque, a começar pelo 11º lote de aeronaves.