12 de Setembro, 2014 - 11:40 ( Brasília )

Aviação

Linha de revisão do C-105 vai para o Galeão


O Parque de Material Aeronáutica do Galeão (PAMAGL) é agora responsável pelos trabalhos de revisão da frota de aeronaves SC/C-105 Amazonas. A chegado do primeiro C-105 aconteceu no dia 3 de setembro e a tripulação foi recepcionada pelo Comandante do PAMAGL, Brigadeiro do Ar Luís Cláudio da Fonseca Bragança Pinheiro, e pelos militares da nova linha de revisão.

O C-105 Amazonas e um avião Avião versátil, capaz de realizar missões de transporte tático e logístico, lançamento de paraquedistas, cargas e evacuação médica. Também realiza missões de busca e salvamento e é o principal de apoio aos pelotões de fronteira do Exército Brasileiro na região Amazônica.

Designado pela FAB como C-105 Amazonas

O Airbus CASA C-295 é um bimotor turbohélice desenvolvido para o transporte tático militar pela Construcciones Aeronáuticas S.A. - CASA, parte da antiga EADS, atualmente Airbus.

Desenvolvido a partir da aeronave de transporte civil CASA CN-235 com fuselagem alongada, carga útil 50% maior e novos propulsores PW127G. O primeiro pedido foi da Força Aérea da Espanha.

A aeronave é usada por diversas forças aéreas ao redor do mundo. Atualmente compete em diversas concorrências, normalmente com o Alenia C-27J Spartan. Tem sido proposto como aeronave de patrulha marítima, conhecido por Persuader, com o sistema de missão Casa FITS (Fully Integrated Tactical System).

A aeronave foi selecionada na concorrência do programa CL-X, que visava dotar a Força Aérea Brasileira de um transporte médio que substituísse os De Havilland Canada DHC-5 Buffalo (C-115) no apoio ao Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e ao Projeto Calha Norte, que auxilia populações em zonas remotas da Amazônia.

A sua opção pautou-se pelo custo unitário e operacional mais baixo em relação a outras aeronaves de sua categoria, como o C-27. Baseado em uma aeronave civil, é uma aeronave de transporte logístico mais eficiente, mas não possui as mesmas capacidades do C-27, projetado desde o início como transporte militar, para atuar próximo a linha de frente.