15 de Janeiro, 2014 - 11:20 ( Brasília )

Aviação

Diesel Verde - Grande potencial de utilização como combustível sustentável para aviação

Combustível poderia suprir 1% da demanda global por combustível de aviação a preço competitivo segundo a Boeing


 

Nota DefesaNet

O Voo GOL 1408 - Congonhas - Brasília, 23 Outubro 2013, foi o primeiro voo realizado com biocombustível produzido a partir de uma mistura de ICO (óleo de milho não comestível) e OGR (óleo de cozinha reciclado).


GOL1408 - 1º Voo Comercial com Biofuel Link

GOL1408 - Inaugurado uso de biocombustível na aviação comercial do Brasil Link


Biofuel - BOEING e GOL aumentarão o fornecimento de biocombustível sustentável de aviação no Brasil Link

O Editor




SEATTLE, 14 de janeiro de 2014 – A BOEING identificou o “diesel verde”, combustível renovável atualmente usado no transporte rodoviário, como nova e significativa fonte de biocombustível sustentável para aviação que emite pelo menos 50% menos dióxido de carbono do que o combustível fóssil ao longo de seu ciclo de vida. A empresa está trabalhando com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) e outros interessados para aprovar o uso do diesel verde em aeronaves e reduzir ainda mais as emissões de carbono da indústria da aviação.

Segundo os pesquisadores da BOEING que realizaram a análise, o diesel verde, produzido a partir de óleos e gorduras, équimicamente semelhante ao atual biocombustível de aviação. Se aprovado, o combustível poderia ser misturado diretamente ao combustível tradicional de aviação.

“A aprovação do diesel verde representaria uma grande revoluçãona oferta de combustível sustentável para aviação a preços competitivos. Estamos colaborando com nossos parceiros na indústria e com a comunidade aeronáutica para viabilizar essa solução inovadora e tornar a indústria menos dependente do combustível fóssil”, disse James Kinder, technical fellow da divisão de sistemas de propulsão da BOEING Aviação Comercial.

Já existe nos Estados Unidos, Europa e Cingapura uma capacidade de produção significativa de diesel verde, apta a suprir até 1% – cerca de 2,3 bilhões de litros (600 milhões de galões) – da demanda global por combustível de aviação comercial. O custo no atacado – cerca de US$ 3 por 3,7 litros (1 galão), com incentivos do governo dos EUA – é competitivo em relação ao combustível de aviação derivado de petróleo.

A BOEING, a FAA, os fabricantes de turbinas, os produtores de diesel verde e outras organizações estão compilando um relatório detalhado de pesquisa, que será apresentado a outros stakeholders importantes no processo de aprovação do combustível. Esses esforços decorrem da iniciativa da Boeing, tomada em 2011, de trabalhar junto ao mercado de aviação pela inclusão de uma mistura de até 50% de biocombustível nas especificações internacionais de combustível de aviação. O biocombustível aprovado para uso neste segmento deve atender ou superar os rigorosos requisitos de desempenho para combustível de aviação.

“A BOEING deseja estabelecer novos caminhos para o combustível sustentável para aviação e esta iniciativa do diesel verde é um passo revolucionário nessa longa jornada”, disse Julie Felgar, diretora de estratégia e integração ambiental da Boeing Aviação Comercial. “A BOEING continuará em busca de oportunidades para reduzir o impactoambiental da aviação como forma de apoiar nossos clientes, a indústria e as comunidades”, completou.

Conhecido também como “diesel renovável”, o diesel verde pode ser usado em qualque rmotor a diesel. Trata-se de um produto diferente, quimicamente distinto do combustível conhecido como “biodiesel”.

A BOEING trabalha em parceria com companhias aéreas, fabricantes de turbinas, governos, empresas de combustível e organizações de pesquisa em todo o mundo para comercializar combustível sustentável para aviação. A empresa e as 27 companhias aéreas participantes do Grupo de Usuários de Combustível Sustentável para Aviação (SAFUG, na sigla em inglês) estão comprometidas em desenvolver biocombustíveis produzidos de forma sustentável e que não causem impactos adversos nas emissões de gases de efeito estufa, bem como na segurança alimentar local, no solo, na água e no ar.