11 de Maio, 2011 - 12:35 ( Brasília )

Armas

EUA mataram Bin Laden com arma alemã, diz revista francesa - Atualizado

Texto atualizado com análise de Alexandre Beraldi

Matéria atualizada com correção do especialista Alexandre Beraldi, textos corrigidos em  em itállico

Na recente operação lançada pelos Estados Unidos no Paquistão, que teve como resultado a morte de Osama bin Laden, foi utilizada uma
submetralhadora em calibre 4,6x30mm MP7A1 de fabricação alemã para abater o líder da Al-Qaeda, revelou nesta quarta-feira a revista francesa Paris Match. (Stinha sido informado que era uma pistola semi-automática).

Trata-se de uma arma leve e compacta, de 41,5 centímetros, e fabricada em fibras de carbono, polímeros e metal pela empresa alemã Heckler & Koch, indicou a revista em sua edição digital.

A Paris Match argumenta que fontes do Comando Conjunto de Forças Especiais americanas confirmaram o modelo utilizado, mas acrescenta que a H&K não confirmou nem desmentiu a informação e se limitou dizer: "excelente imitação".

A revista explica que apesar de seu peso leve, trata-se de uma submetralhadora "muito potente e com um poder de fogo elevado, de 850 disparos por minuto". Sua munição, de calibre de calibre 4,6x30mm, é capaz de atravessar coletes à prova de balas.

Osama bin Laden é morto no Paquistão

No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada "guerra ao terror", iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush. Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .

A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional. Três dias depois e ainda em meio resquícios de dúvidas sobre o fim de Bin Laden, a Casa Branca decidiu não divulgar as fotos do terrorista morto. Enquanto isso, Estados Unidos e Paquistão debatem entre si as responsabilidades e falhas na localização do líder da Al-Qaeda.

Comentário e Análise por Alexandre Beraldi
introduzido 18:25 11 Maio 2011


A submetralhadora Heckler und Koch MP7 A1 é uma evolução da linha de produtos da famosa fabricante alemã de armas no campo das Personal Defense Weapons (PDW). O conceito de PDW foi elaborado pela OTAN visando a criação de uma nova categoria de armas para tropas de segundo escalão, não envolvidas em combates diretos de infantaria, que fosse mais compacta e com melhor portabilidade que uma submetralhadora, mas que ao mesmo tempo fosse mais precisa, com maior alcance  e maior poder de fogo que uma pistola, sendo mais eficaz que ambas no combate a oponentes usando vestes anti-fragmentação ou coletes balísticos leves, cada vez mais comuns nos exércitos mundo afora.

A MP7 A1 se encaixa perfeitamente neste conceito. Pode ser portada como uma pistola, num coldre sub-axilar ou num coldre de perna disponibilizados pela própria HK, quando com a coronha telescópica recolhida e equipada com um carregador de 20 cartuchos que não se protubera da empunhadura. Já em configuração de combate aproximado, com a coronha estendida e equipada com um carregador de 40 cartuchos, oferece o mesmo poder de fogo que a tradicional Mini Uzi, mas com a vantagem do menor peso, menor recuo e capacidade de superar blindagens leves.

A linha de submetralhadoras MP7 e MP7 A1 da HK está em uso pelo Exército Alemão, sendo parte do programa de modernização de soldados daquele país, onde substituiu as submetralhadoras UZI israelenses anteriormente utilizadas e mais um grande número de pistolas e fuzis de assalto compactos nas mais diversas missões e Unidades. É usada também pelo famoso grupo anti terrorista alemão GSG9, além de ter sido adotada pelas forças armadas ou pelos ministérios da defesa da Inglaterra, Noruega, Irlanda, Jordânia e Oman, bem como por unidades de elite das forças armadas dos EUA (SEALs), Coréia do Sul, Austria e Albânia.