21 de Dezembro, 2012 - 10:47 ( Brasília )

Armas

50kW High Energy Laser é demonstrado com sucesso na Suíça

Novo modelo desenvolvido pela Rheinmetall é cinco vezes mais destrutivo que sua versão anterior.

Carlos Eduardo Ferreira

“Não sei como será a Terceira Guerra Mundial, mas sei como será a Quarta: com paus e pedras”, disse certa vez Albert Einstein — antevendo o potencial destrutivo da então emergente indústria bélica. Bem, talvez não seja muito arriscado levantar uma hipótese também para a Terceira: ela pode ser com lasers!

Pelo menos é o que indica o novo modelo desenvolvido pela Rheinmetall, cujo objetivo é se tornar o suprassumo da artilharia antiaérea. O novo HEL (sigla em inglês para laser de alta energia) demonstrado recentemente na Suiça tornou-se, de acordo com a fabricante, 500% mais efetivo do que a sua versão anterior.

Uma lupa para formigas gigantes

A nova unidade tem potência de 50 quilowatts e é estacionária. O “gadget” consiste em duas estações — uma de 30 e outra de 20 quilowatts —, de forma que os raios produzidos por ambas se sobrepõem para atingir um único objeto. Durante as demonstrações, o laser cortou uma chapa de aço com 15 milímetros a uma distância de um quilômetro.

O novo HEL também derrubou drones distantes dois quilômetros — embora tenha detectado os objetos voadores um quilômetro antes — e deslocando-se a 50 metros por segundo. Além disso, a Rheinmetall também afirmou que o aparato é capaz de acertar balas de aço cruzando o ar à mesma velocidade — as quais servem para emular a trajetória de morteiros. Assim como os drones, as bolotas também foram reduzidas a cinzas.

O sistema tem sido desenvolvido para utilização em uma variada gama de dispositivos contra ataques aéreos — a fim de conter mísseis e morteiros, basicamente. E há planos para o ano que vem, quando a companhia pretende algo ainda mais poderoso: “Nada deve ficar no caminho do sistema de armamento HEL com saída de 100 quilowatts”, afirmou um release de imprensa da Rheinmetall. Enfim, prepare seus paus e pedras.

Fonte: Defense Update