COBERTURA ESPECIAL - Argentina - Geopolítica

23 de Março, 2016 - 15:10 ( Brasília )

Obama diz que vai ajudar Argentina a 'recuperar papel de liderança global'

Ele afirmou que vai ajudar a 'reconectar' Argentina com economia global. Presidente dos EUA falou ainda sobre zika e luta contra Estado Islâmico.

Em sua primeira visita à Argentina, o presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou as “reformas rápidas” feitas pelo presidente Maurício Macri até agora e disse que vai ajudar o país a recuperar o papel de liderança global.

"Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar com Argentina nessa transição histórica, em tudo o que for necessário", disse Obama, durante coletiva de imprensa na Casa Rosada, acrescentando que quer ajudar a "reconectar" o país sul-americano com a economia global.

Obama se disse "muito impressionado" com o trabalho que Macri fez em seus primeiros 100 dias de governo e disse que considera o país um "grande parceiro global".

O presidente americano disse que ainda há muito a fazer, dentro do governo, para melhorar as relações comerciais com a Argentina e que os EUA buscam boas relações com todos os países da região.

Questionado durante a entrevista sobre a crise política brasileira, Obama disse que espera que o país resolva a situação "de forma eficaz" e falou que a "democracia brasileira é madura".

Antes da fala de Obama, Macri disse que a visita do presidente americano ao país é um gesto de "afeto" após a mudança do governo na Argentina. “Vai começar uma etapa de relações maduras e construtivas. Tenho certeza de que trabalhando juntos vamos conseguir”, disse Macri.

Ao responder a perguntas de jornalistas, Macri disse ainda que há um "espaço gigantesco" de trabalho em comum com os EUA, depois de muitos anos em que pouco foi feito. Ele também elogiou a visita de Obama a Cuba e defendeu eleições livres na ilha.

Zika e terrorismo

Durante a visita, que coincide com os 40 anos do golpe de Estado argentino, Obama disse que os EUA vão fazer esforços para desclassificar mais documentos sobre o período militar no país sul-americano.

Questionado sobre o papel dos EUA durante as ditaduras latino-americanas, ele respondeu que uma das qualidades americanas "é a autocrítica".

O presidente americano falou também sobre a importância de combater o vírus da zika, o aquecimento global e o terrorismo no mundo.

Questionado por um jornalista sobre o combate ao Estado Islâmico, Obama disse que a luta contra o grupo jihadista é sua "prioridade número um". "Não há nada mais importante na minha agenda que ir atrás deles e derrotá-los."

Segundo Obama, os EUA estão "extraordinariamente vigilantes" para proteger seus cidadãos em casa do terrorismo. Ele disse que é necessário acabar com as fontes de financiamento dos terroristas e acrescentou que estratégia para combatê-los precisa ser "continuamente ajustada".

"Nós estamos do lado certo da história", disse ele. "É preciso dizer aos terroristas: "vocês não têm poder sobre nós."

Obama diz esperar que Brasil resolva crise política 'de forma eficaz'

Em sua primeira visita à Argentina, o presidente dos EUA, Barack Obama, falou sobre a crise política brasileira durante entrevista coletiva ao lado do presidente argentino, Mauricio Macri, nesta quarta-feira (23).

Questionado sobre o assunto, Obama disse que não discutiu o tema "extensivamente" com Macri, mas que ambos esperam que o Brasil resolva "de forma eficaz" a questão.

"O Brasil é um país grande, é amigo dos nossos dois países. A boa notícia – e o presidente Macri apontou isso – é que a democracia dele está madura. Acho que os sistemas de leis e estruturas são fortes o suficiente para que isso seja resolvido de forma que o Brasil prospere e seja o líder mundial que é", disse Obama.

"Precisamos de um Brasil forte e eficiente para nossa própria economia e para a paz mundial", acrescentou.
 

Sócio

Macri disse que acompanha de perto a questão, citando o "afeto dos argentinos pelo povo brasileiro" e o fato de o Brasil ser seu principal sócio estratégico no mundo.

"Estamos convencidos de que o Brasil vai sair fortalecido dessa crise e esperamos que saiam o antes possível. O que acontece no Brasil afeta nosso país", completou o presidente argentino.

 



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