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Chávez busca apoio chinês,
mas Pequim
preocupa-se com negócios
Emma
Graham-Harrison
O
presidente da Venezuela, Hugo Chávez, busca apoio
político e acordos na área de energia com
a sua visita à China, que se iniciará na terça-feira.
Pequim, no entanto, pretende limitar a discussão
aos negócios e, assim, evitar atritos com Washington,
segundo especialistas.
O líder populista venezuelano ficará quase
uma semana na China na sua quarta visita ao país
e espera assegurar investimentos na produção
e no transporte de petróleo. A China é o segundo
país do mundo que mais consome petróleo.
Nos
Estados Unidos, porém, autoridades temem que o peso-pesado
emergente da Ásia esteja tentando se meter na América
do Sul, tradicional esfera de influência de Washington.
Na
visita, Chávez vai tentar angariar apoio para o seu
projeto de ganhar uma vaga no Conselho de Segurança
das Nações Unidas. Os Estados Unidos apóiam
a Guatemala.
O
presidente venezuelano está sempre pronto a exibir
os seus laços com a faminta por petróleo China,
para provocar Washington, que compra cerca de 12 por cento
do petróleo que consome de Caracas.
"Todos
os países latino-americanos querem autonomia, mas
Chávez quer mais, quer ir um passo além e
até mesmo confrontar os Estados Unidos. Para isso,
a China é um importante ator", afirmou Juan
Gabriel Tokatlian, da Universidade de Sán Andrés,
em Buenos Aires.
Chávez
talvez vá até mesmo a Coréia do Norte,
que recentemente enfureceu os Estados Unidos ao testar mísseis.
O
líder venezuelano afirmou em julho ter recebido um
convite de Pyongyang e que
planejava a visita.
Nota
Defesa@net
Um tema pouco mencionado na imprensa foi a negativa
do governo russo em adotar uma frente anti- EUA com
a Venezuela. Essa negativa já tinha sido feito
pela China em meados de 2005 pela China.
As implicações para o sistema Chavista
ainda não foram avaliadas.
Detalhes:
ARAR en el GAS - Edgar Otalvora - revista Zeta - Venezuela
- 14 Agosto
http://www.defesanet.com.br/energia/gas-sur/zeta_11ago06.htm
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Pequim,
no entanto, não divide com Chávez o gosto
por bate-bocas públicos e não tem nenhum interesse
em criar constrangimentos nas suas relações
com os Estados Unidos, que têm melhorado gradualmente
depois dos conflitos comerciais e cambiais do ano passado.
Com
Washington já aflito com os laços entre chineses
e iranianos e preocupado com a falta de pressão chinesa
sobre a Coréia do Norte, os líderes da China
estarão mais propensos aos mapas de campos petrolíferos
do que a críticas aos Estados Unidos.
"Precisamos
do petróleo deles e, de um ponto de vista comercial,
estamos contentes em comprá-lo, mas não queremos
nos envolver em política", declarou um pesquisador
de um centro de análises do governo, sob condição
de anonimato.
"As
relações da China com os Estados Unidos são
mais importantes."
Os
obstáculos para o aumento das exportações
venezuelanas para a China são principalmente logísticos.
A viagem para a China é tão longa que, para
haver lucro, o produto precisa ser levado em grandes quantidades,
em cargueiros enormes.
"Eu
diria que o atrativo econômico é relativamente
baixo, mas a China está comprando petróleo
de todo lugar", afirmou o analista Kang Wu, do East-West
Center, no Havaí.
Segundo
ele, a China vai provavelmente tentar tirar lucros e ganhar
experiência com os campos de petróleo venezuelanos,
em vez de extrair e enviar o produto diretamente para as
suas refinarias.
"Vejo
isso mais como uma oportunidade de investimento. Faz mais
sentido desenvolver e depois vender o produto em outro lugar."
De
Pequim, Chávez vai para a Malásia, para uma
visita de negócios e investimentos.
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