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Rússia vendeu US$ 3 bilhões em armas
para Venezuela em 18 meses
Moscou, 27 jul (EFE).- A Rússia e a Venezuela fecharam
contratos de venda de armamento russo no valor de mais de
US$ 3 bilhões nos últimos 18 meses, anunciou
hoje Sergei Chemezov, diretor do consórcio estatal
Rosoboronexport.
Estes contratos incluem a venda de 24 caças russos
e 53 helicópteros, segundo Chemezov, que fez estas
declarações ao término da reunião
entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o venezuelano
Hugo Chávez no Kremlin.
Chemezov evitou se referir ao contrato de venda de 24 caças-bombardeiros
russos Su-30 e 24 helicópteros que, segundo a imprensa
russa, foi estipulada durante a atual visita do presidente
venezuelano e que chega a quase US$ 2 bilhões.
Os contratos militares incluem o serviço de manutenção
e a instrução de especialistas venezuelanos.
Chávez, que agradeceu "infinitamente" à
Rússia a ajuda dada para romper o "bloqueio"
imposto pelos Estados Unidos, afirmou na quarta-feira que
os primeiros caças-bombardeiros Su-30 devem chegar
à Venezuela "antes do fim do ano".
"A Rússia nos estendeu a mão", disse
Chávez, acrescentando que "o povo venezuelano
no dia 5 de Julho - Dia da Independência - se sentiu
jubiloso quando dois Su-30 cruzaram os céus livres
da Venezuela".
Putin assegurou que a cooperação militar russo-venezuelana
"não atenta contra terceiros países e
tem como único objetivo beneficiar a economia dos
dois países e elevar o nível de vida de seus
povos".
Entre os acordos mais importantes está a construção
na Venezuela de uma central para a fabricação
de fuzis Kalashnikov e sua munição por US$
200 milhões. A Venezuela comprou no ano passado cem
mil fuzis Kalashnikov Ak-103, dos quais 30 mil foram expedidos
em junho.
Segundo fontes do Ministério da Defesa, Chávez
analisa a compra no futuro de sistemas antiaéreos
TOR M1, patrulheiras e submarinos Amur.
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