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Comissão
mantém acordo com EUA
sobre base de Alcântara
A Comissão de Relações Exteriores
e de Defesa Nacional rejeitou ontem, por unanimidade, o
Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1096/01, do deputado
Walter Pinheiro (PT-BA), que pede a suspensão de
um acordo assinado pelo Brasil com o governo norte-americano
para uso do Centro de Lançamento de Alcântara
(MA).
Os integrantes da comissão acompanharam o parecer
do relator, deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP),
que sugeriu a rejeição da matéria porque
ela pede a suspensão de um acordo ainda não
referendado pelo Congresso.
Também foi rejeitado o PDC 1572/01, de autoria do
ex-deputado Waldir Pires, atual ministro-chefe da Controladoria
Geral da União, que trata do mesmo assunto.
Foguetes
e satélites
O
acordo assinado em 2000 franqueia aos americanos o uso da
base de Alcântara, por tempo indeterminado, para o
lançamento de foguetes e satélites. Pinheiro
alega que o acordo fere a soberania brasileira e não
agrega tecnologia para o País, pois, entre outros
motivos, cria áreas restritas dentro da base acessíveis
apenas aos técnicos americanos e não permite
a transferência de dados tecnológicos.
Aprovação
O
relator ressalta que o projeto pretende sustar um acordo
que ainda não está em vigor. De acordo com
a Constituição, acordos e tratados internacionais
assinados pelo Brasil só passam a valer depois de
aprovados na Câmara e no Senado, o que ainda não
ocorreu com o assinado com os Estados Unidos, que tramita
na Casa como PDC 1446/01, atualmente na Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania.
"Ainda que seja compreensível o zelo do deputado
Walter Pinheiro, fica claro que é desnecessário
proibir ao administrador público a adoção
de condutas que não lhes foram autorizadas previamente
pela lei", afirmou Pannunzio.
Tramitação
O
projeto está sujeito à votação
em plenário e será analisado antes pelas comissões
de Ciência e Tecnologia, Comunicação
e Informática; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
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