Tambores
da Guerra
Investigação
diz que Colômbia lançou
10 bombas de alta tecnologia no Equador
No bombardeio,
morreu o porta-voz internacional das Farc, Raúl
Reyes
(10
bombas de alta tecnología cayeron en la
base de las FARC)
DEFESA@NET
- Operación Fénix - Anatomia
de um Ataque - Nelson
Düring - 06 Março 2008 - DEFESA@NET
http://www.defesanet.com.br/al1/ven_co_16.htm
Nota do Editor
- O artigo do jornal El Comercio
confirma o publicado no dia 06 Março
por DEFESA@NET. Assim como
dissemos que não tinham sido empregadas
munições cluster, confirmamos
que a munição avançada
era de origem israelense e não as
GBU-12 (Guided Bomb Unit). Outro ponto importante
é que as bombas tinham o efeito do
impacto inicial sendo que o ataque efetivo
veio através de Forças Especiais
posicionadas previamente. As análises
forenses comprovam que os 23 corpos tinham
ferimentos de armas leves e médias
e alguns com fragmentos de bombas.
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No ataque colombiano ao acampamento das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia
(Farc) no Equador, em 1º de março,
foram utilizadas 10 bombas de alta tecnologia,
segundo uma investigação da Força
Aérea equatoriana, publicada hoje pelo
jornal local El Comercio. Em 6 de março,
especialistas em armas da Força Aérea
equatoriana iniciaram uma perícia sobre
o bombardeio em Angostura, onde estava o acampamento
das Farc e onde morreu o porta-voz internacional
da organização, Raúl Reyes,
e mais de 20 guerrilheiros.
De acordo com
o relatório dos peritos, foram utilizadas
10 bombas GBU 12 Paveway II de 227 kg, que deixaram
crateras de 2,40 metros de diâmetro por
1,80 metro de profundidade, publicou o jornal
equatoriano. O jornal ainda afirmou que, segundo
as especificações do fabricante
da bomba GBU 12, a Texas Instruments, o explosivo
pode ser guiado por laser, GPS ou tecnologia intersensorial.
O relatório
da FAE diz também que foram encontradas
cápsulas de projéteis de calibre
0,50 no setor sul do acampamento, disparadas por
metralhadoras de helicópteros que, segundo
a Força Aérea equatoriana, fizeram
a segurança dos soldados que realizaram
a infiltração. As bombas utilizadas
no ataque são do mesmo tipo que as usadas
durante a operação americana Tempestade
do Deserto, no Iraque.
De acordo com
o relatório, a maioria das bombas caiu
na área de dormitórios e de doutrinamento
do acampamento, enquanto as zonas de lavanderia
e de treinamento ficaram intactas. O Ministério
da Defesa colombiano afirmou que a operação
Fênix, como foi chamado o ataque à
base das Farc em Angostura, usou aviões
Super Tucano. No entanto, segundo a Otan, estes
aparelhos não estão incluídos
entre os que podem levar bombas GBU 12.
Em dezembro de
2006, a Colômbia comprou — como parte
do processo de modernização de sua
Força Aérea — 25 aviões
Super Tucano fabricados pela brasileira Embraer.
De acordo com
o relatório da Força Aérea
equatoriana, o manual de fabricação
dos aviões A-29B Super Tucano diz pode
levar armas convencionais e inteligentes, como,
por exemplo, o míssil Python III, a bomba
guiada por laser Griffin ou toda a família
de bombas MK 82. Além disso, os aviões
podem também carregar metralhadoras de
calibre 0,50 dentro das asas, assim como os aviões
da Segunda Guerra Mundial.
A Força
Aérea equatoriana também descartou
de maneira definitiva que no ataque tenham sido
usados aviões Kfir, e afirmou que continuará
investigando para determinar que tipo de aeronave
foi utilizado no ataque.
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Em
7 de Dezembro de 2006 foram entregues os
primeiros 5 aviões EMB314 Super Tucano
à FAC.
Na matéria há vários
links para os fatos relevantes sobre a aquisição
dos Super Tucanos pela FAC
Foto: Embraer - Unidade Gavião Peixoto
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As
seqüência do ataque Operación
Fénix. As fontes colombianas não
são claras quanto a horários
e emprego das forças. |