DEFESA@NET
- Este artigo da agência Interfax é
o mais detalhado da agenda russa-venezuelana
Russian-Venezuelan high-level talks in Moscow
might result in military-technical, oil deals
- sources
http://www.defesanet.com.br/al1/ven_arms_20.htm
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Alexander Nemenov/Reuters
O presidente russo,
Dmitri Medvedev, recebeu ontem em visita o colega
venezuelano, Hugo Chávez, num encontro
marcado por declarações sobre a
aliança militar bilateral, pela retórica
anti-EUA e por acordos entre suas gigantes estatais
de petróleo e gás.
Para demonstrar
o quão longe pode ir a parceria, Chávez
disse que a Venezuela aceitaria abrigar uma base
militar russa, se Moscou assim solicitasse.
Questionado, disse:
"Se as Forças Armadas russas quiserem
estar na Venezuela, serão recebidas calorosamente".
Não havia, ainda, comentários de
Moscou a respeito. No relato de sua assessoria,
não há menção sobre
base militar, mas Chávez diz que barcos
russos seriam bem-vindos, porque não são
a Quarta Frota, o comando da Marinha dos EUA para
a região, reativado neste mês.

Reunião dos presidentes Hugo Chavez
e Medvedev
Antes, e na presença
de Medvedev, o venezuelano já havia dito
que os laços com a Rússia "garantem
a soberania da Venezuela, que é ameaçada
pelos EUA". O russo chamou-o de "mais
importante aliado": "Nossas relações
são um fator-chave para a segurança
regional [...] Temos um objetivo comum: fazer
o mundo mais democrático, justo e seguro".
Chávez
reuniu-se ainda com o ex-presidente e agora primeiro-ministro
Vladimir Putin, que elogiou a parceria militar.
Foi a sexta visita
do venezuelano à Rússia desde 1999,
e a primeira sob Medvedev, que deu ênfase
à convergência entre as "duas
potências na produção de gás
e petróleo".
Foram assinados
quatro acordos entre estatais russas e a venezuelana
PDVSA, entre eles o que prevê análise
e exploração russa do petróleo
pesado da faixa do Orinoco, uma das maiores reservas
do mundo.
Armas e Guerra Fria
Apesar de rumores
de que a Venezuela incrementaria suas compras
militares na Rússia -já comprou
cerca de US$ 4 bilhões-, não houve
anúncios.
Segundo Chávez,
seu país trabalha na integração
de seu sistema antiaéreo, com a Rússia
e Belarus, país que visitará. "Não
há cifras, são muitas, é
uma questão dinâmica", disse,
sobre as possíveis novas compras. Tanto
Chávez como a imprensa russa têm
dito que há interesse na compra de sistemas
antiáreos e submarinos.
Apesar de ter
aumentado o gasto militar, quanto à compra
de armamentos na região, a Venezuela, segundo
dados disponíveis em 2007, ainda fica atrás
de Brasil, Colômbia e Chile.
Para analistas,
o interesse de Moscou em Caracas é majoritariamente
comercial, ao passo que é útil alentar
o antiamericanismo, quando opõe-se, entre
outras questões, à instalação
pelos EUA de um escudo antimísseis no Leste
Europeu.
Ontem, houve outro
episódio com ares de Guerra Fria: um jornal
russo citou, extra-oficialmente, a intenção
de Moscou de reabastecer seus bombardeiros em
Cuba. O general Norton Schwartz, novo comandante
da Força Aérea dos EUA, reagiu:
se fizer isso, a Rússia "ultrapassará
um limite".