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Missão Paraguai: Transição,
Ameaças e Desafios

DEFESA@NET 12 Outubro 2008
Zero Hora 12 Outubro 2008 - Porto Alegre

Brasiguaios
“Instalou-se a política do medo e do terror”, diz prefeito
IMPORTANTE
Ler a matéria Governo brasileiro emite alerta ao continente - Defesa@Net - 08 Outubro 2008
http://www.defesanet.com.br/br/dec_6592.htm

O prefeito de Lima, Julio Franco, administra uma cidade de 11 mil habitantes. Mas o que tira seu sono é o punhado de pequenos proprietários ameaçados de invasão. Em entrevista a ZH, busca uma definição para o Paraguai de hoje, no qual ele, um colorado (partido que esteve no poder por 61 anos, até a posse do esquerdista Fernando Lugo, em agosto), vive a sensação inédita de ser oposição.

– No Paraguai, instalou-se a política do medo e do terror. Há uma inação das autoridades judiciais e uma indefinição do governo – resume.

O prefeito conta que um acordo foi celebrado entre os sem-terra e os proprietários – mas ficou no papel. Os proprietários se comprometeram a limitar o uso de agrotóxicos. Os sem-terra disseram que não invadiriam.

O produtor Edson Wanes, o “Rambo”, 29 anos, vive, com sua mulher, Sueli, de 24, drama semelhante. Não deixa a casa vazia. Também ele filho de gaúchos, deixou de comprar terras em razão da insegurança.

– Milho foi plantado. Mas é só. O que me mantém é que tenho terras em outras cidades, aqui perto, que não estão sofrendo a mesma ameaça. Minha renda vem de lá também – conta.

Decidido está o gaúcho Rogério Zwirtes, 32 anos, que vive desde os oito no Paraguai – planta soja em Itapúa (sul do país). Antes disso, teve uma infância gaúcha típica em São Paulo das Missões, até que sua família trocou o calor do chimarrão pelo tererê, o mate amargo paraguaio servido gelado.

Agora, Zwirtes, que é um legítimo “brasiguaio” (brasileiro que migrou para o Paraguai nos anos 70 e 80 em busca de oportunidades), fala em voltar para o calor dos pagos de origem.

– Isso passou do limite, é demais. Minha família abandonará o Paraguai, devido à agressividade dos campesinos (trabalhadores rurais) e à falta de segurança. Após a colheita, eu sairei do país – disse na última terça-feira a uma emissora de TV local.

Na quinta-feira, ele contou a ZH que já procura casa no Paraná. Apesar de ter parentes em Porto Alegre, Novo Hamburgo e Feliz, escolheu outro Estado em razão da proximidade com o Paraguai, onde ainda vivem seus pais.

– Estou tentando, em um primeiro momento, levar minha mulher (catarinense, de 29 anos) e meus filhos (dois meninos, de três e nove anos, e uma menina de seis). Ando com colete à prova de balas. Há um tipo de racismo desgraçado contra os brasileiros, e a gente só quer trabalhar – diz ele, que já foi vítima de ataques a tiros contra um carro e contra os vigilantes que cuidam de suas plantações.

De olho na terra dos brasiguaios

Se fosse brincadeira infantil, se poderia usar o clichê “quem vai ao ar perde o lugar”. A situação dos proprietários rurais paraguaios, muitos de origem brasileira, é mais ou menos essa, só que com alto grau de dramaticidade. Nada há de brincadeirinha – menos ainda de inocente.

Alguns deles, como o paraguaio filho de gaúchos brasiguaios Jorge Eichelberger, 27 anos, vivem esse pesadelo de não poder arredar o pé da própria casa, sob pena de, na volta, deparar com a fechadura trocada pelos sem-terra que o acossam.

Proprietário de 54 hectares em Lima (departamento de San Pedro), uma das localidades dos mais afetadas pelos conflitos fundiários paraguaios, Eichelberger sai de casa só se sua mulher, Fátima, 28 anos, ou sua mãe, Osnilda, 65, estão lá. Vazia, ela não fica.

– Não dá para sair. Até trabalhar, se a gente começa, em cinco minutos aparece um deles armado, ameaçando invadir. Eles andam em grupos, armados e gritando. Nossas opções são atirar contra eles ou parar de plantar. A gente pára de plantar – conta.

Eichelberger, que tem sete irmãos também proprietários de áreas com cerca de 50 hectares, cogita uma mudança para o Brasil. Por ora, sabe que conta com uns três meses de sobrevivência. Depois, não terá o que comer.

Motivo: os sem-terra o deixaram colher o milho, mas não permitem outros cultivos, como a soja, commoditie valorizada. Endividado ele não está. O problema é que, sem plantar, sequer pode contrair dívidas. “Que garantia teria o credor?”, pensa, desolado.

Na divisa entre sua propriedade e a de um vizinho, os sem-terra montaram uma pequena casa de palha com telhado de capim. Desmontar obra tão precária seria fácil. O problema é a possibilidade de retaliação.

– Eles queimaram a palha que sobrou do milho e plantaram uma sementinha para fazer biscoito. Não dá para brincar com essa gente – diz.

Defesa@Net
Importante Leituras da Matéria do ABC Color de 27 Agosto 2007 e a íntegra o Plan Operaticvo 2007
El plan de infiltración de Chávez se desarrolla y consolida en Paraguay
http://www.defesanet.com.br/al1/py_abc_03out08.htm
Revelan plan venezolano de infiltración en el Paraguay http://www.defesanet.com.br/al1/py_abc_27ago07.htm

Paln Operativo 2007 - 4 MB pdf
http://www.defesanet.com.br/docs1/Plan_Operativo_2007.pdf

   
   
 

 

 

 

 

   
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